Após dois meses de relaxamento, estou de volta. Estou de volta para comentar a minha maior desilusão destes últimos meses: estou a perder o prazer de ver o Barcelona a jogar.
Quando soube que o Real - Barça iria acontecer quatro vezes num espaço de duas/três semanas, a minha veia futebolística dilatou de tanto prazer expectável. No final dos quatro jogos, fiquei pior do que antes deles começarem.
A verdade é que todos os jogos entre estas as duas equipas foram quentinhos em termos de faltas e actuações teatrais, mas muito mornos em termos de futebol. Agradeço ao Messi, novamente, por em pleno Barnabéu, ter tornado esta sequência inesquecível com mais um golaço a adicionar ao seu reportório (já extenso). De resto, nada se passou.
Obviamente, também estou desiludido com o Real do Mourinho. Excepto ontem, optou sempre por jogar com um meio-campo ultra-defensivo, com uma mentalidade que não se costuma ver em Madrid. Uma equipa que procura jogar em contra-ataque, que se preocupa em anular o adversário e só depois jogar futebol, enfim, se perguntassemos a todos os adeptos de futebol se conseguissem dizer uma equipa com estas características, nenhum diria "Real Madrid". No entanto, eu já estava à espera deste Real Madrid. O Mourinho preocupa-se pouco com o espectáculo, ele preocupa-se em ganhar. Não condeno mas não fico ansioso para ver uma equipa de Mourinho a jogar.
Agora, esperava muito mais do Barcelona. Compreendo o que se passou mas esta não é a mesma equipa com aquele futebol atractivo de há dois anos atrás. O Barcelona dominou, teve mais posse de bola mas pouco mais fez. Teve demasiado respeito pelo Real Madrid. Compreendo que haja muito em jogo, mas se podemos ser românticos no futebol, é acreditar que o Barça se está a borrifar para o que está em jogo e que joga sempre da mesma forma. No entanto, foi um futebol de muita troca de bola, de muitos meiinhos, mas muito pouco ataque, muito pouco remate. O Barça parece aquelas cobras que hipnotizam a sua vítima, que os adormece e depois, muito esporadicamente, ataca. Não houve verticalidade no futebol do Barça. O tiki taka transformou-se em zzz zzz. O futebol do Barça faz adormecer!
Sinceramente, esperava um Barça muito superior (que o é), que asfixiasse o seu adversário, que tivesse em constante ataque. Eu vi isto no Camp Nou, na noite dos 5-0. Eu vi tudo menos isto!
Depois, outra grande desilusão: o teatro. Cansei-me de ver tanto teatro dos jogadores do Barcelona, tanta simulação, tanto salto no ar sem razão aparente. Os árbitros precisam de começar a mostrar amarelos às palhaçadas. O futebol é um jogo para homens, de contacto. Os jogadores do Barça, à minima coisa, atiravam-se para o chão, a queixar-se da cara, mesmo que a tentativa de falta tivesse sido na canela. O Barça não precisa disto. Se é superior porque é que tem que fazer teatro para ganhar? Obviamente, que o Real ao ver isto, os seus jogadores tivessem vontade realmente de partir uma perna aos jogadores do Barça! Eu teria!
Em suma, senti-me ultrajado pelo Guardiola e o seu Barcelona. Comprei Sporttv por um mês e acho que devia ser indemnizado pelo Guardiola pois o futebol que queria ver, não vi. Será que este Barcelona começa a dar os primeiros sinais de cansaço? De precisar um novo mentor, para voltar a ser excitante? Começa a ficar monótono, começa a jogar para o resultado...enfim, começa a deixar de ser o Barcelona.
No entanto, ainda há esperança. A minha esperança encontra-se no Norte de Portugal. Sim, o F.C.Porto. Obviamente, não vou comparar os executantes de cada equipa; não há comparação. Agora, o estilo de futebol do Porto é muito semelhante ao do Barça...de há dois anos atrás. O Porto consegue dominar, sufocar, ter posse de bola...e atacar. Os jogos do Porto não são chatos e estão recheados de golos. Quem consegue marcar 5 golos em 45 minutos? Quem consegue ir a Moscovo marcar 5 golos? Quem consegue marcar 15 golos em três jogos da fase final da Liga Europa? Muitas poucas equipas conseguiram...este Porto está neste leque restrito.
Espero, por motivos óbvios, que o Porto ganhe a Liga Europa. Se for uma questão de mérito, de melhor equipa, então já estaria entregue há muito. Caso vença, quero jogar a Supertaça Europeia contra o Barcelona e poder tirar a prova dos nove deste artigo. Claro que convém ver como o Barcelona chega a esse jogo, ver quem fica no Porto, quem chega e quem sai. Mas, com o André no banco do Porto, acredito que o Porto poderá surpreender a Europa e o Mundo.
Jogar com Personalidade - Futebol Português
Futebol Português a nu
quarta-feira, 4 de maio de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
Mais do que natural!
Enganam-se aqueles que dizem que o Porto, este fim-de-semana, sagrou-se campeão. Para mim, sagrou-se campeão lá para Junho ou Julho, quando se decidiu por Villas-Boas. Mostrou em Agosto que estava mais forte do que o adversário directo e carimbou em Setembro, com um excelente arranque de campeonato, coincidente com um péssimo arranque do Benfica.
O Porto foi muito inteligente em ir buscar o André Villas-Boas. Para os seguidores deste blogue, sabem que eu sou fã do André. Identifico-me em muitas coisas com ele e partilhamos da mesma visão.
Quanto ao plantel, construiu um plantel equilibrado, jovem, com mais Portugueses. Na minha opinião, a faltar um ponta-de-lança. Mas até aí acho que partilhamos a mesma opinião pois acho que não é por culpa dele que só temos dois avançados de raíz. Agora, é por culpa dele que temos na realidade apenas um ponta-de-lança no plantel pois parece que Walter não faz parte. Nós não sabemos do que se passa, mas é muito estranho um suplente tão caro nunca ser alternativa no onze titular. Para mim, é o lado negro das escolhas do Villas-Boas.
Desde início, soube manter os jogadores motivados, exercendo uma política de rotação dentro do plantel minimamente coerente. Acho que o Hulk e o João Moutinho foram os únicos elementos excessivamente utilizados. Mas, se no caso do primeiro acho que é ele que pede para jogar, já no caso do segundo, não estranho. Lembro-me que o João Moutinho, no Sportingm sempre foi um jogador de fazer quase todos os jogos, de raramente se lesionar e de estar sempre disponível. No entanto, acho que a forma recente dele pede algum descanso. Mas fora estes dois casos, todas as posições foram devidamente alvo de rotação: Otamendi, Maicon e Rolando; Fucile, Sapunaru; Rafa e Álvaro (estes mais devido à lesão do segundo); Guarín e Fernando; Belluschi e Micael; James e Varela; Falcão e Hulk. Em suma, também aqui o André foi superior ao seu homólogo da Luz.
Em campo, o Porto é mais forte e mais equilibrado do que os adversários. É uma equipa que controla os jogos e gere muito bem o ritmo dos mesmos. Sabe quando deve aumentar e diminuir a intensidade dos jogos e deve muito disso a João Moutinho. Faz pressing muito alto e sobe a linha da defesa para aumentar a possibilidade de a bola estar sempre no meio-campo do adversário. Já me queixava da ausência destes princípios de jogo nos últimos tempos do Jesualdo e foi com enorme alegria quando comecei a ver o Porto do Villas-Boas. Depois, basta olhar para classificação: mais pontos, mais golos, menos sofridos, melhor marcador, jogador com mais assistências, melhor jogador de Agosto a Janeiro...enfim, que domínio avassalador.
Também no confronto directo com o Benfica, nunca foi inferior, mesmo na derrota caseira para a Taça. Mas foi muitas vezes superior. Ás vezes, demasiado superior. E deixou isso bem expresso em jogo do campeonato no Dragão!
Com tudo isto, é mais do que natural o Porto voltar a sagrar-se campeão. É algo habitual neste clube. As pessoas esquecem-se disso! Para os Portistas, o natural é ser campeão. Não é excepção, é hábito. Não precisamos de anunciar aos quatro ventos a nova etapa do futebol Português. Isso fica para aqueles que surgem esporadicamente e bebem demais antes duma final da Taça da Liga.
Contudo, há que dar os parabéns ao Benfica. Deu muito valor ao Porto. Esteve forte, muito forte. Jogou bem, muito bem. Muitas vitórias seguidas. Quebrou recordes. Mas não foram suficientes para o Porto. Na máxima força, não chegaram para o Porto.
Agora, não preciso de ser profeta para adivinhar a campanha que virá (aliás, já começou há muito) para descredibilizar este título e atribui-lo às más arbitragens, ao levar ao colo do Porto, ao Pinto da Costa comprar tudo e todos. Para esses, só vos digo: calai-vos! No ano passado, foram bem melhores. Parabéns! Este ano fomos nós.
O que mais entristece estas pessoas é que elas sabem que para o ano, em condições normais, continuaremos a ser os melhores. No ano seguinte, novamente...e assim sucessivamente!
O Porto foi muito inteligente em ir buscar o André Villas-Boas. Para os seguidores deste blogue, sabem que eu sou fã do André. Identifico-me em muitas coisas com ele e partilhamos da mesma visão.
Quanto ao plantel, construiu um plantel equilibrado, jovem, com mais Portugueses. Na minha opinião, a faltar um ponta-de-lança. Mas até aí acho que partilhamos a mesma opinião pois acho que não é por culpa dele que só temos dois avançados de raíz. Agora, é por culpa dele que temos na realidade apenas um ponta-de-lança no plantel pois parece que Walter não faz parte. Nós não sabemos do que se passa, mas é muito estranho um suplente tão caro nunca ser alternativa no onze titular. Para mim, é o lado negro das escolhas do Villas-Boas.
Desde início, soube manter os jogadores motivados, exercendo uma política de rotação dentro do plantel minimamente coerente. Acho que o Hulk e o João Moutinho foram os únicos elementos excessivamente utilizados. Mas, se no caso do primeiro acho que é ele que pede para jogar, já no caso do segundo, não estranho. Lembro-me que o João Moutinho, no Sportingm sempre foi um jogador de fazer quase todos os jogos, de raramente se lesionar e de estar sempre disponível. No entanto, acho que a forma recente dele pede algum descanso. Mas fora estes dois casos, todas as posições foram devidamente alvo de rotação: Otamendi, Maicon e Rolando; Fucile, Sapunaru; Rafa e Álvaro (estes mais devido à lesão do segundo); Guarín e Fernando; Belluschi e Micael; James e Varela; Falcão e Hulk. Em suma, também aqui o André foi superior ao seu homólogo da Luz.
Em campo, o Porto é mais forte e mais equilibrado do que os adversários. É uma equipa que controla os jogos e gere muito bem o ritmo dos mesmos. Sabe quando deve aumentar e diminuir a intensidade dos jogos e deve muito disso a João Moutinho. Faz pressing muito alto e sobe a linha da defesa para aumentar a possibilidade de a bola estar sempre no meio-campo do adversário. Já me queixava da ausência destes princípios de jogo nos últimos tempos do Jesualdo e foi com enorme alegria quando comecei a ver o Porto do Villas-Boas. Depois, basta olhar para classificação: mais pontos, mais golos, menos sofridos, melhor marcador, jogador com mais assistências, melhor jogador de Agosto a Janeiro...enfim, que domínio avassalador.
Também no confronto directo com o Benfica, nunca foi inferior, mesmo na derrota caseira para a Taça. Mas foi muitas vezes superior. Ás vezes, demasiado superior. E deixou isso bem expresso em jogo do campeonato no Dragão!
Com tudo isto, é mais do que natural o Porto voltar a sagrar-se campeão. É algo habitual neste clube. As pessoas esquecem-se disso! Para os Portistas, o natural é ser campeão. Não é excepção, é hábito. Não precisamos de anunciar aos quatro ventos a nova etapa do futebol Português. Isso fica para aqueles que surgem esporadicamente e bebem demais antes duma final da Taça da Liga.
Contudo, há que dar os parabéns ao Benfica. Deu muito valor ao Porto. Esteve forte, muito forte. Jogou bem, muito bem. Muitas vitórias seguidas. Quebrou recordes. Mas não foram suficientes para o Porto. Na máxima força, não chegaram para o Porto.
Agora, não preciso de ser profeta para adivinhar a campanha que virá (aliás, já começou há muito) para descredibilizar este título e atribui-lo às más arbitragens, ao levar ao colo do Porto, ao Pinto da Costa comprar tudo e todos. Para esses, só vos digo: calai-vos! No ano passado, foram bem melhores. Parabéns! Este ano fomos nós.
O que mais entristece estas pessoas é que elas sabem que para o ano, em condições normais, continuaremos a ser os melhores. No ano seguinte, novamente...e assim sucessivamente!
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Curiosidades do futebol
Esta é uma curta entrada no nosso blogue cujo objectivo é comentar o que o Mourinho disse este fim-de-semana.
Confesso que se o encontrasse agora nas ruas do Porto, apenas lhe diria uma coisa: "Tens uma lata!"
Os mais atentos e perspicazes irão entender o que eu lhe diria. Para os restantes, é simples: como é que ele se pode queixar de jogar contra um guarda-redes e dez defesas???
Fantástico! Em menos de um ano, o que foi fantástico no ano passado agora é criticado!
OK! Há que dar a mão à palmatória pois o Mourinho fez o que fez a jogar com um guarda-redes e nove defesas...Sim, em Barcelona.
Confesso que se o encontrasse agora nas ruas do Porto, apenas lhe diria uma coisa: "Tens uma lata!"
Os mais atentos e perspicazes irão entender o que eu lhe diria. Para os restantes, é simples: como é que ele se pode queixar de jogar contra um guarda-redes e dez defesas???
Fantástico! Em menos de um ano, o que foi fantástico no ano passado agora é criticado!
OK! Há que dar a mão à palmatória pois o Mourinho fez o que fez a jogar com um guarda-redes e nove defesas...Sim, em Barcelona.
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Das desculpas esfarrapadas
Jogando com personalidade, marquem, por favor, nas vossas agendas o dia do Benfica-Porto para o campeonato. Sim, sei que já o tinham feito mas marquem de novo pois há uma novidade: o Jorge Jesus não vai estar no banco. Na época passada deu-se a salsada por todos vista no túnel da Luz e o Porto foi privado do Hulk e do Sapunaru durante uns meses. A coisa foi bem orquestrada, por quem se sabe, e resultou bem, redundando a vantagem com que o Benfica chegou a esse jogo, aliada à derrota portista. Só que o Futebol Clube do Porto e uma boa parte dos seus adeptos atribuíram o falhanço na conquista do Campeonato a esse facto, até porque o Hulk voltou melhor do que nunca, bem como o Sapunaru. Concordo que a punição fez bem aos dois, muito bem, até, ao Hulk, que se tornou um jogador ainda melhor. Todavia, vi, como todos, o Porto perder o campeonato no Dragão, quando empatou com Belenenses, Paços e Olhanense. Só nestes 3 jogos ficaram 6 dos 8 pontos de diferença, a verificada no final para o campeão. Resultados raros no Porto campeoníssimo das últimas décadas. Os restantes 2, pois bastavam 2, dado que o Porto superou o 0-1 da Luz com um 3-1 em casa, basta que os vamos buscar aos empates, plenos de aselhice, acima de tudo, também em Paços de Ferreira, ou no Leixões, refregas acessíveis ao Porto e que todos nos recordamos como correram. Muito mal, por isso, o ultra-campeão vencido por um novamente campeão meritório.
Ora, nova época, hábitos decalcados. Este ano é o Benfica que vai 8 pontos atrás e já só há 9 jornadas pela frente. Firme num campeonato admirável, segue crente que a débacle há-de desabar sobre os Dragões, permitindo a reviravolta, bem ao jeito do espírito dos actuais líderes na época transacta. Só que tal não tem acontecido, e vencendo os jogos em casa, bastará ao Porto perder por 5 ou menos na Luz e vencer em 2 saídas, à escolha entre Portimão, Setúbal, Marítimo e Leiria!! Aqui entra a novidade! Não vi as imagens do pós-apito final de hoje na Luz, nem me interessam, aliás. Lembro-me é da agressão do Jorge Jesus ao Luíz Alberto no fim do Benfica-Nacional, por ora ainda impune ou por punir. Juntando-lhe a suposta ou alegada substituição à frente dos destinos da Comissão Disciplinar da Liga (agora na mão de portistas, segundo o presidente benfiquista, ele que, assim, assume o benfiquismo da anterior); a parcimónia na decisão que tarda; os tais 4 jogos que faltam para o Clássico; e a extrema regularidade, ganhadora, dos Dragões: prevejo que a mesma se mantenha e à entrada para o Clássico da Luz o Campeonato pouco tenha para se alterar, mantendo-se, pelo menos, a distância pontual. Ora, que oportuno será um castigo na semana do jogo, ou na anterior, para o treinador benfiquista, retirando-o do banco nesse jogo e desviando o foco do essencial - um eminente e iminente título portista - dando margem para a desculpa de mau perdedor?
O futebol português é básico de mais e mau de mais, também, em muitas coisas. Já vi este filme e não é difícil lê-lo nas entrelinhas. Jogando com personalidade, adivinho-o; falhando o tiro, espantar-me-ei, mas emendarei a mão.
PS - Com o texto de hoje ofereço, aos mais incautos ou distraídos, mais uma peça deste puzzle! Não percam as próximas!
"Acredito que nestes próximos cinco jogos muita coisa possa acontecer e definir o vencedor deste campeonato. Espero que esses cinco jogos sejam uma definição de que podemos ser campeões. Esperamos que o nosso rival perca pontos e nós não", afirmou o treinador do Benfica este sábado na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Marítimo, equipa que defronta no domingo, na Luz.
Ora, nova época, hábitos decalcados. Este ano é o Benfica que vai 8 pontos atrás e já só há 9 jornadas pela frente. Firme num campeonato admirável, segue crente que a débacle há-de desabar sobre os Dragões, permitindo a reviravolta, bem ao jeito do espírito dos actuais líderes na época transacta. Só que tal não tem acontecido, e vencendo os jogos em casa, bastará ao Porto perder por 5 ou menos na Luz e vencer em 2 saídas, à escolha entre Portimão, Setúbal, Marítimo e Leiria!! Aqui entra a novidade! Não vi as imagens do pós-apito final de hoje na Luz, nem me interessam, aliás. Lembro-me é da agressão do Jorge Jesus ao Luíz Alberto no fim do Benfica-Nacional, por ora ainda impune ou por punir. Juntando-lhe a suposta ou alegada substituição à frente dos destinos da Comissão Disciplinar da Liga (agora na mão de portistas, segundo o presidente benfiquista, ele que, assim, assume o benfiquismo da anterior); a parcimónia na decisão que tarda; os tais 4 jogos que faltam para o Clássico; e a extrema regularidade, ganhadora, dos Dragões: prevejo que a mesma se mantenha e à entrada para o Clássico da Luz o Campeonato pouco tenha para se alterar, mantendo-se, pelo menos, a distância pontual. Ora, que oportuno será um castigo na semana do jogo, ou na anterior, para o treinador benfiquista, retirando-o do banco nesse jogo e desviando o foco do essencial - um eminente e iminente título portista - dando margem para a desculpa de mau perdedor?
O futebol português é básico de mais e mau de mais, também, em muitas coisas. Já vi este filme e não é difícil lê-lo nas entrelinhas. Jogando com personalidade, adivinho-o; falhando o tiro, espantar-me-ei, mas emendarei a mão.
PS - Com o texto de hoje ofereço, aos mais incautos ou distraídos, mais uma peça deste puzzle! Não percam as próximas!
"Acredito que nestes próximos cinco jogos muita coisa possa acontecer e definir o vencedor deste campeonato. Espero que esses cinco jogos sejam uma definição de que podemos ser campeões. Esperamos que o nosso rival perca pontos e nós não", afirmou o treinador do Benfica este sábado na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Marítimo, equipa que defronta no domingo, na Luz.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
A Europa aos pés de Portugal
Portugal teve ontem, em suma, uma bela noite europeia. Com uma vitória e um empate fora, conquistados, respectivamente, pelos Dragões e Leões, uma derrota recuperável dos arsenalistas de Braga em plena neve e, finalmente, uma vitória caseira das Águias. Diria que está bem encaminhada esta fase para todos os clubes.
Na Luz, o Benfica viu o feitiço virar-se contra o feitiçeiro e entrou assustado contra o penúltimo classificado do campeonato Alemão. Sofrendo um belo golo de chapéu, fez 45min. sufríveis. Na 2ª parte, vestiu o seu fato de gala e recuperou o seu fulgor. Com diversas oportunidades, deu a volta ao resultado de forma justa. Para a Alemanha, é preciso ser algo que eu penso que o Benfica ainda não é: uma grande equipa Europeia, com bastante experiência, para saber controlar da melhor forma o jogo. Das vitórias em casa, este é o resultado mais perigoso.
Já na Polónia, confesso que não acompanhei o jogo do Braga (nem o do Sporting), excepto o golo sofrido. É óbvio que este Braga pouco tem de semelhante ao Braga do passado mas tem valor mais do que suficiente (mais do que valor, tem a obrigação) para eliminar a equipa Polaca. A jogar na pedreira, têm que mostrar o seu poderio.
Em Glasgow, o Sporting conseguiu um precioso remate. Após visualizar o resumo, parece que foi arrancado a ferros mas não deixa de ser um resultado bastante positivo, que abre a passagem à próxima fase. Agora depende do Sporting não decepcionar em Alvalade, o que este ano não parece díficil...
Já em Sevilha, o Porto saiu com os cofres cheios; não de dinheiro, mas de sorte (e golos). Após uma primeira parte à Porto, onde dominou o Sevilha e mandou no jogo, a 2ª parte foi sofrível. O Sevilha pegou no jogo, o meio-campo do Porto quebrou totalmente e foi uma avalanche sevilhana. No entanto, o Porto mostrou um dos pontos mais fortes deste ano: consistência. Apesar de não ser brilhante, de estar na mó de baixo, marcou por duas vezes num estádio díficil.
No Dragão, dificilmente vejo o Sevilha a fazer o 2-0. Aliás, só com um cataclismo seguido de um furacão é que isso é possível. Apesar disso, o Porto precisa de dominar o jogo no Dragão, como habitual, ao contrário do que fez em Sevilha.
Em suma, os Portugueses estão bem lançados para a próxima ronda e invadir a Liga Europa com quatro equipas Portuguesas na fase final.
Na Luz, o Benfica viu o feitiço virar-se contra o feitiçeiro e entrou assustado contra o penúltimo classificado do campeonato Alemão. Sofrendo um belo golo de chapéu, fez 45min. sufríveis. Na 2ª parte, vestiu o seu fato de gala e recuperou o seu fulgor. Com diversas oportunidades, deu a volta ao resultado de forma justa. Para a Alemanha, é preciso ser algo que eu penso que o Benfica ainda não é: uma grande equipa Europeia, com bastante experiência, para saber controlar da melhor forma o jogo. Das vitórias em casa, este é o resultado mais perigoso.
Já na Polónia, confesso que não acompanhei o jogo do Braga (nem o do Sporting), excepto o golo sofrido. É óbvio que este Braga pouco tem de semelhante ao Braga do passado mas tem valor mais do que suficiente (mais do que valor, tem a obrigação) para eliminar a equipa Polaca. A jogar na pedreira, têm que mostrar o seu poderio.Em Glasgow, o Sporting conseguiu um precioso remate. Após visualizar o resumo, parece que foi arrancado a ferros mas não deixa de ser um resultado bastante positivo, que abre a passagem à próxima fase. Agora depende do Sporting não decepcionar em Alvalade, o que este ano não parece díficil...
Já em Sevilha, o Porto saiu com os cofres cheios; não de dinheiro, mas de sorte (e golos). Após uma primeira parte à Porto, onde dominou o Sevilha e mandou no jogo, a 2ª parte foi sofrível. O Sevilha pegou no jogo, o meio-campo do Porto quebrou totalmente e foi uma avalanche sevilhana. No entanto, o Porto mostrou um dos pontos mais fortes deste ano: consistência. Apesar de não ser brilhante, de estar na mó de baixo, marcou por duas vezes num estádio díficil.
No Dragão, dificilmente vejo o Sevilha a fazer o 2-0. Aliás, só com um cataclismo seguido de um furacão é que isso é possível. Apesar disso, o Porto precisa de dominar o jogo no Dragão, como habitual, ao contrário do que fez em Sevilha.
Em suma, os Portugueses estão bem lançados para a próxima ronda e invadir a Liga Europa com quatro equipas Portuguesas na fase final.
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