quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um super post para um super (mau) Braga

Visto que o sono já é muito e após ver e rever o que se passou nesta jornada milionária, tenho que ser coerente comigo próprio. Se me fartei de elogiar este Braga até então, chegou a altura de o criticar.

O Braga habilita-se a passar pela sua estreia na Champions de uma forma totalmente medíocre e, após bater o Sevilha no apuramento, nada o fazia prever (bem pelo contrário). Se nenhuma das derrotas é anormal para um clube como o Braga, já o volume de cada derrota o é. Sofrer 9 golos e não marcar nenhuma em dois jogos é tudo menos positivo.

O Braga precisa de se reencontrar, ganhar forças físicas onde elas parecem não existir e encarar a Champions como uma extensão do campeonato e jogar sem medo.

Já agora, também precisa de um redes, mas isso só para Dezembro se resolve.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Futebol em Portugal tb é Lindo #11



Em Braga, na 6a à noite, começou esta jornada fértil em grandes golos. E que dizer do da Naval? Excelente gesto técnico!


Academica 1-0 V. Guimaraes

Simão | MySpace Video



Academica 2-1 V. Guimaraes

Simão | MySpace Video



Academica 3-1 V. Guimaraes

Simão | MySpace Video


Brioooooooooosa! Sempre admirei a malta da Mancha Negra, pela mística da Académica, pelo seu carisma, por esse bocadinho de Athletic de Bilbao que ainda vai carregando. Esta semana foram premiados com a ascensão ao 2º lugar, com uma retumbante vitória sobre o Guimarães e com 3 golos de antologia! Qual deles o melhor!?


Sporting 1-0 Nacional

Simão | MySpace Video



Sporting 1-1 Nacional

Simão | MySpace Video


Em Alvalade, já no Domingo à noite, mais 2 golos fantásticos: o 1º, do Saleiro, pleno de oportunidade e técnica, num remate tão fabuloso quanto indefensável; na resposta, o empate do Nacional, num golo um pouco feliz do Danielson, mas que saiu lindamente!

domingo, 26 de setembro de 2010

A Selecção de todos nós


Agora que a Selecção Nacional volta a ter um timoneiro (não entremos já pelos recursos momentâneos ganhos por Carlos Queiroz) e depois de aqui já termos falado da escolha ter recaído em Paulo Bento, deixemos de lado quem menos conta mas quem mais influente é - a estrutura directiva, e centremo-nos nos jogadores que poderão levar-nos, como esperamos, ao Europeu da Ucrânia e da Polónia e a voltarmos a orgulhar-mo-nos da nossa Selecção. Sei que não serei unânime ao revelá-los, visto que o futebol é um fenómeno de emoções e passível de ser observado de vários ângulos, conforme os nossos gostos, os nossos critérios técnicos, realçando o que mais valorizamos no jogo jogado e na forma de o pensar e expressar, sobretudo falando de uma Selecção. Assim, num momento de transição e quando está na calha uma nova convocatória, a primeira com o cunho de Paulo Bento, cá vão os meus seleccionáveis.

Guarda-Redes
Beto (FCPorto)
Mário Felgueiras (Rio Ave)
Rui Patrício (Sporting)
Eduardo (Génova)

Sem nenhuma novidade, a não ser o facto de considerar o Mário Felgueiras como o jovem guarda-redes com mais condições de começar a fazer parte das escolhas.

Defesa-direito
Sílvio (Sporting de Braga)
João Pereira (Sporting)
Bosingwa (Chelsea)

Regressando da lesão, o Bosingwa tem todas as condições de retomar a titularidade, devendo o Sílvio manter-se nestas escolhas, entrando o João Pereira nas convocatórias às quais já se falou uma série de vezes ter condições de nelas figurar.

Defesa-central
Rolando (FCPorto)
Daniel Carriço (Sporting)
Nuno André Coelho (Sporting)
Pepe (Real Madrid)
Ricardo Carvalho (Real Madrid)
Bruno Alves (Zenit)

Aos quatro habituais centrais da Selecção, junte-se-lhes os jovens sportinguistas Daniel Carriço e Nuno André Coelho, presenças habituais em todas as nossas jovens selecções.

Defesa-esquerdo
Fábio Coentrão (Benfica)
Emídio Rafael (FCPorto)
Evaldo (Sporting)

Coentrão é já uma referência; o Evaldo bem que lhe pode começar a fazer companhia e o Emídio Rafael, jogando, pode muito bem ser opção, pois a época passada na Académica não foi inferior à do Sílvio no Rio Ave.

Médio-defensivo
Nuno Coelho (Académica)
Bruno China (Rio Ave)
Pelé (Eskisehirspor)

À Selecção tem faltado um trinco na verdadeira acepção futebolística do termo. Pepe foi opção de Queiroz mas deve, como aqui se referiu há uns dias, jogar a central ao lado do companheiro de toda a semana, Ricardo Carvalho. Assim, considero o Bruno China uma boa opção para o lugar, pelo que fez de muito bom no Leixões e pelo que não tardará a fazer no Rio Ave; tal como os jovens Nuno Coelho e Pelé, jogadores com historial nestas funções nas selecções jovens.

Médio-centro
Carlos Martins (Benfica)
Ruben Amorim (Benfica)
João Moutinho (FCPorto)
Ruben Micael (FCPorto)
Hugo Viana (Sporting de Braga)
Pedro Mendes (Sporting)
Rui Miguel (Vitória de Guimarães)
Tiago (Atlético de Madrid)
Manuel Fernandes (Valência)
Raul Meireles (Liverpool)
Miguel Veloso (Génova)
Paulo Machado (Toulouse)

Doze escolhas para dois lugares. Ruben Amorim, João Moutinho, Pedro Mendes, Tiago, Manuel Fernandes, Raul Meireles e Miguel Veloso são clientes habituais da Selecção. A estes podem juntar-se o Carlos Martins do Benfica, criativo, voluntarioso e consistentemente disponível; o Ruben Micael, pela magia e assertividade do seu futebol; o Hugo Viana, pela técnica e jogo posicional; o Rui Miguel, por ser ainda jovem mas com valor, sobretudo na parte mais ofensiva; bem como o Paulo Machado, por ter direito a uma oportunidade de confirmar tudo o que de bom fez, durante tantos anos, nas selecções mais jovens.

Avançado
Diogo Valente (Académica)
Silvestre Varela (FCPorto)
Yannick (Sporting)
Hélder Postiga (Sporting)
Nani (Manchester United)
Danny (Zenit)
Vieirinha (PAOK)
Quaresma (Besiktas)

Extremos ou atrás do ponta-de-lança. Uns mais habituais, como o Nani, o Danny e o Quaresma, outros com muito talento, como o Postiga, ainda que raramente o coloque em campo, e outros com futuro, depois de um passado nos escalões de formação com as quinas ao peito.

Ponta-de-lança
Nelson Oliveira (Paços de Ferreira)
João Tomás (Rio Ave)
Liedson (Sporting)
Hugo Almeida (Werder Bremen)

Hugo Almeida e Liedson têm sido as opções das últimas convocatórias. A ambos, juntaria o 8 e o 80: o experientíssimo João Tomás, que com os seus 35 anos se mantém mortífero, e contra equipas nórdicas é de uma utilidade extrema; e o Nelson Oliveira, pois vejo-lhes condições, desde que jogue e se assuma no Paços, para saltar dos Sub-19 para a Selecção AA, sem passar pelos Sub-21, dado o seu talento e capacidade.

É uma opinião, nada mais. Um ensaio, um esboço do presente e futuro do nosso futebol, vislumbre para além dos seis jogos que nos levarão ou não ao Europeu de 2012. Pois há que preparar a próxima década, estruturando muito bem a nossa formação, dando-lhe equilíbrio e espaço para crescer e brilhar. E, a meu ver, sem Ronaldo. É impossível e não se concretizará, mas gostava de ver esta equipa sem o capitão que não o sabe ser e sem a vedeta que a nada nos levou, a não ser à polémica e à cegueira em termos de avaliação do trabalho desenvolvido, num autismo bem longe da verdade e, sobretudo, das nossas necessidades. Ao fim e ao cabo, era só ver a Selecção dos jogos amigáveis, aos quais Ronaldo nunca vem, jogar os jogos oficiais, nos quais Ronaldo mais falha, atrapalha e destabiliza do que decide.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Benfica em crescimento e Sporting em rota contrária

O derby ou clássico de Sábado teve o desfecho que a maior parte esperava. O campeão puxou dos seus galões e ganhou confortavelmente o confronto com os seus arqui-rivais da 2ª Circular.

Deste jogo, é possível verificar que o Benfica parece ter deixado para trás os maus momentos e está em rota ascendente. A equipa jogou bem, teve outro fulgor mas a grande questão é se não será tarde demais.

Uma nota para o regresso aos golos de Cardozo, aos golos que trazem pontos e vitórias. Muito molengão neste início de época, parece querer mostrar aos adeptos que o que aconteceu na Champions foi um percalço e ele está ali para lhes dar alegrias.

O Sporting demonstrou aquilo que tem sido: uma equipa capaz do melhor e do pior. O Sporting tem uma forma de jogar que não corresponde à mentalidade que um grande deveria de ter. Não é uma equipa dominadora, não é constante e tem algumas debilidades.

No entanto, os leões permanecem à frente das águias e ambos estão numa situação em que qualquer perda de pontos pode ser fatal.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A melhor solução possível

Rei morto, rei posto. Carlos Queiroz sai, entra Paulo Bento. Na minha opinião, é uma boa solução, conciliando a vertente desportiva e económica, para a selecção. Mas esta é apenas a mudança mais fácil de fazer. Convém agora ao senhor que está ao seu lado na fotografia abandonar a federação e levar os seus amigos com ele para jogar golfe até o resto das vidas deles.

Paulo Bento é um treinador novo, sem muito palmarés, é verdade, mas parece-me capaz, com algumas provas dadas e com a seriedade e honestidade necessária para esta altura. Mais do que um treinador fantástico na estratégia, acho que a selecção precisa de um treinador com coragem, para transformar a selecção e tomar decisões difíceis.

Algo que aprecio no Paulo Bento foi a coragem que ele sempre demonstrou no Sporting. Num balneário marcado por alguns vedetismos esporádicos, Paulo Bento marcou sempre a sua posição de líder e mostrou quem mandava. Lembro-me de alguns casos com a vedeta mor leonina, Liedson. E creio que esta coragem é necessária à nossa selecção. É necessário dar puxões de orelhas ao Ronaldo e às outras pseudo-vedetas que temos. E isso, acho que o Paulo Bento pode fazer. No entanto, é bem mais difícil porque na selecção, os patrocínios e afins têm os seus lobbies (e são muito fortes).

Quanto à falta de experiência e palmarés, acho que isso é secundário face à competência de um treinador. Lembro-me de Mourinho, Guardiola e...André Villas-Boas! O Paulo Bento já ganhou algumas competições e, para a realidade do Sporting, cumpriu sempre com as expectativas. Lembro-me que ele nunca teve o luxo de poder gastar 5 a 6M num Pongolle para o dispensar 6 meses depois. E sem ovos, as omoletas do Sporting nem eram muito más! Se a especialidade do Paulo Bento é ficar em 2º lugar, isso é q.b. para a nossa selecção agora. Mas acho que ele vai conseguir motivar os jogadores e fazê-los dar a volta por cima.

Se Aragonés tem maior palmarés e podia ser a solução que muitos queriam, o Paulo Bento contrapõe com um maior e melhor conhecimento do futebol Português e dos seus bastidores.

E o que deve fazer o Paulo Bento agora? Para mim, um seleccionador mais do que um treinador, tem de ser excelente a convocar e a motivar. Depois, tem de aproveitar o que é feito nos clubes e utilizar na selecção. Aquilo que a Espanha é e a sua forma de jogar, deve-o ao Barça. Assim, também Paulo Bento deveria aproveitar as sinergias existentes nos clubes. Por exemplo, Pepe e Ricardo Carvalho jogam juntos no clube. Porque não usar isso na selecção? Moutinho, Meireles e Ruben Micael passaram pelo mesmo clube. Porque não apostar neles? Carlos Martins e Amorim também jogam juntos...Enfim, passa por aproveitar o entrosamento ganho nos clubes.

Agora é tempo de irmos tirar o pó às nossas calculadoras e fazer as contas que todos nós gostamos tanto de fazer. Acho que os Portugueses devem apoiar a selecção. Mas antes, e como Paulo Bento disse, a selecção precisa de dar motivos aos Portugueses para confiar neles. Próximos jogos mostrarão se estamos no caminho certo.

Oxalá que sim!

O Futebol em Portugal tb é Lindo #10



Esta semana começamos com o empate registado em Vila do Conde, entre o Rio Ave e a Académica. Destaque para o momentâneo 2-1 para os da casa, um excelente golpe de cabeça do João Tomás, um daqueles golos indefensáveis, de cortar a respiração, e que lhe valeram a evocativa e inspiradora alcunha de "Jardel de Coimbra". Aos 35 anos mantêm-se um excelente ponta-de-lança.
(PS - desculpem a banda sonora de fundo, sou alheio à inclusão e até audição da mesma!!)



Em Paços de Ferreira, a equipa da casa protagonizou uma inesperada reacção, sobretudo para as hostes bracarenses. Tudo começou com um momento de viragem no jogo, o fabuloso golo marcado pelo Baiano, que marcou o início da recuperação pacense. Indefensável.

domingo, 19 de setembro de 2010

O Futebol em Portugal tb é Lindo #9



Grande golo a abrir a semana europeia. Após um canto que parecia perdido, Luisão a corresponder a um cruzamento para a entrada da área, com um forte e colocado remate, à meia-volta, sem hipóteses de defesa. Grande gesto técnico.


FC Porto 3-0 Rapid Wien

Simão | MySpace Video


Golaço do Ruben Micael a fechar a mesma semana europeia. Regresso à titularidade e um golo fantástico, após uma boa triangulação e um remate colocado onde nenhum guarda-redes lá chegava!

O futebol em Portugal

Carlos Queiroz é um malfeitor. Deixou o futebol português em pantanas, tudo porque é o rosto mais visível das patranhas que o compõem, sendo o cabeça-de-turco dos sucessivos tiros no pé que a FPF tem dado, ou seja, a vítima, ao mesmo tempo. Na passada Segunda-feira, discutia-se no Prós e Contras da televisão pública lusa, que rumo deve seguir o nosso futebol, sobretudo por se perceber que a culpa não é do Queiroz, visto que quase tudo, senão tudo, está mal e que ele não é o culpado, ou pelo menos o maior e mais premente.
Idilicamente, creio que a solução passa por fazer com que o futebol deixe de ser uma paranóia colectiva e nacional e devolvê-lo ao quotidiano de tantos miúdos e aos lendários Domingos à tarde, já de vento no Outono, de chuva e frio no Inverno, de um reconfortante sol primaveril e do habitual calor de final de época. Então, todos esperávamos e folgávamos com aqueles 90 minutos em que todos, ou quase todos, jogavam às 15h ou 16h, nos nossos velhinhos estádios, que eram mais campos, onde a entrada era franqueada por baixo das míticas placas que sinalizavam o rectângulo de jogo. Aí, comíamos uns chocolates ou gelados derretidos, vendidos por vendedores ambulantes, marca da casa dos nossos estádios. Não se comiam pipocas nem se urinava em casas-de-banho de menina! E vibrávamos com aquele futebol tosco, comparado com o actual, mas que nos enchia as medidas, nos levava a entrar na semana de espírito cheio, ou nos arruinava esses já de si medonhos finais de tarde de Domingo! Tudo terminava aí, porém, quando se conferiam os resultados pela rádio, após um longo e castiço relato, cumprido pelos senhores da rádio, que nos traziam sempre o futebol de todos os outros campos.
Hoje não. Começa-se a jogar à Sexta-feira, prolonga-se Sábado e Domingo e ainda há jogo à Segunda à noite. Entretanto, já os comentadores de todas as estações comentaram e escalpelizaram as refregas do fim-de-semana e passaram dezenas de minutos a discernir toques subtis, foras-de-jogo humanamente inassinaláveis e manhosas simulações, esquecendo a beleza do jogo e os falhanços dos jogadores pagos a peso de ouro. Os comentários prolongam-se Segunda, em dose dupla e Terça, Dia pós-campeonato em que começam as competições europeias, que se estendem até Quinta, véspera de começar outra jornada da Liga. Entretanto, mais resumos e comentários e análises. E não houve dia de descanso, para pensar e efectivar o trabalho, nem analisar a inoperância política e a farsa governativa, a debilidade estrutural da economia, a insipiência cultural e a miséria social. Nem para Deus há espaço, e o profano geme definhado. É uma psicose e uma paranóia, que até me leva a aqui vir todos os dias, e matutar e perscrutar futebol, e as suas estruturas e percursos e a gizar novos caminhos e novas metas. Tenho saudades do futebol de Domingo à tarde. De só ver os holofotes das Antas nas recepções a Benfica e Sporting e quando albergávamos a Selecção. Hoje em dia, quantas equipas jogaram à luz do dia no Dragão? Até o Sertanense teve que esperar pela noite, não fosse o dia tramar o Porto, como tramou com o Atlético, bafejado pela gloriosa luz do insigne Febo.
E os miúdos? E a formação? E aqueles nossos colegas que jogavam no clube da freguesia, transportando, já depois do lanche (que heresia!) a sua bolsa com as cuecas e as meias para o banho depois do tardio treino? E quando ouvíamos falar daqueles que jogavam no Porto? Que heróis! Os hoje treinadores Jorge Costa, Domingos, Paulo Bento, ou os directores desportivos Rui Costa, Fernando Couto ou Vítor Baía? Hoje a formação não conta para nada. Não se fazem jogadores, mas artistas de circo; não se fazem homens, mas vedetas e discípulos de um Cristiano Ronaldo que hoje, aos 25 anos, já só marca aos estouros, coisa feia aqui há muitos anos, não sabendo já, fazer uma finta, ou levar-nos ao êxtase daqueles Domingos à tarde, em que os mais velhos nos iniciavam nesse fenómeno estelar chamado futebol.
Acabemos com a paranóia. E com os milhões deitados à rua, a sustentar vedetas e figuras amorais e imorais, que só nos transmitem a sua errância pecadora e as suas falhas num pleno humano que não existe. Não precisamos de voltar aos pelados e às chuteiras rotas. Só precisamos de ter apenas 90 minutos de futebol por semana e antes do jantar de Domingo só nos lembrarmos que amanhã é dia de aulas e de trabalho. Nada mais. E que para a semana, e ainda falta uma série de dias até lá, o futebol regressará, para nos encantar e espantar.

PS - Admiro o Jorge Costa e a forma como sempre jogou e a forma como hoje lida cm o futebol. E estes podres de que falei:
Na sexta-feira, Jorge Costa, a propósito do despedimento de Carlos Queiroz, deu a entender que havia clubes que não estavam a facilitar a vida à Selecção Nacional, demonstrando desagrado por aquilo que se estava a passar no seio da Federação Portuguesa de Futebol. Nesse mesmo dia, prometeu mais conclusões para o final do jogo com a Naval. E o assunto veio mesmo à baila. "Fico contente porque não me enganei. Queria aproveitar para dar os parabéns aos departamentos médicos de um clube estrangeiro e dois portugueses", sem nunca se referir aos visados. No entanto, O JOGO questionou o treinador da Académica se estava a referir-se a Real Madrid, FC Porto e Benfica, sendo que Jorge Costa, no momento em que abandonava a sala de imprensa, soltou um "é por aí". Recorde-se que Cristiano Ronaldo e Varela, embora dados como clinicamente inaptos para a Selecção, jogaram por Real Madrid e FC Porto, respectivamente, enquanto Fábio Coentrão falhou, também por lesão, o jogo de Portugal na Noruega, embora tenha actuado pelo Benfica na última sexta-feira.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Futebol em Portugal tb é Lindo #8



Esta semana começamos com o fantástico livre do Luís Aguiar no Dragão. Até por não ser original, já lhe vimos outros assim. Ainda que o Helton tenha abrilhantado ao de leve o sucesso do pontapé.



O Lima não quis ficar atrás do companheiro de equipa e marcou este golão. Grande tiro!

domingo, 12 de setembro de 2010

Campeão em Setembro?

Esta jornada veio aumentar a distância que os concorrentes levam do Porto e a pergunta que já se coloca é: em Setembro, está encontrado o campeão?

Não consigo acreditar que alguma vez o Benfica recuperará 9 pontos. Não consigo acreditar que o Sporting recupere; mas ainda consigo acreditar que o Braga recupere mas...estou curioso para ver como o Braga vai aguentar o ritmo da Champions, inserido nos jogos do campeonato.

Na sexta-feira, o Benfica perdeu e bem em Guimarães, segundo rezam as crónicas. A única novidade é que não foi culpa do Roberto. O Benfica foi superado pelo Guimarães e apenas lhe restou lamentar a arbitragem. Já que o Roberto não frangou, então viraram-se para a arbitragem. É certo que houve foras de jogo, é certo que houve um lance na área discutível. Agora, porque é que vieram falar agora da arbitragem? Porque é que não falaram no ano passado quando jogaram 10 jogos do campeonato (estimativa) contra 10? Porque é que não se queixaram dos golos mal anulados ao Falcão, no ano passado? Porque é que o Rui Costa e o vendedor de pneus não se queixou da arbitragem na supertaça? Porquê agora? Já que os resultados não surgem e, ainda pior, as exibições não convencem, então arranjemos um bode expiatório: a arbitragem. Não estou a dizer que não há razões de queixa, existem; agora, a equipa que sabe que é melhor devia jogar mais para não ter que se preocupar com este assunto.

Se há algo que não gosto, é esta cultura Portuguesa de falar da arbitragem quando as coisas correm mal. E não gosto no Benfica, no Sporting e, principalmente, no Porto. Das duas uma: ou nunca se fala de arbitragem ou fala-se sempre da arbitragem. Agora, só quando interessa? Fica ridículo.

A grande verdade é que Jesus já perdeu aquela aura e espero que adeque o seu discurso às circunstâncias. Aquele Jesus fanfarrão que diz que é muito melhor do que os outros começa a cair no rídiculo. Aproxima-se um clássico, e na 2ª circular, já suou os alarmes.

O Sporting continua a manter o registo do último ano. Creio que o pior que acontece ao Sporting é um adepto não poder dizer com confiança "este jogo ganhamos". Qualquer jogo, qualquer adversário é um desafio para o Sporting. Há muito trabalho para se fazer em Alvalade e Paulo Sérgio só se livra da guilhotina porque o Benfica vai mais atrás e o Braga vai ao lado e, para o Sporting, ser 2º melhor basta!

No Dragão, assistiu-se ao melhor jogo da época. Duas equipas a quererem ganhar, a jogar bom futebol, com muitos golos e grandes jogadas. Este Braga é definitivamente diferente. Tem "estaleca". Não é só fogo de vista. Tem consistência, tem maturidade, tem soluções, em suma, é realmente o quarto grande. No entanto, o Porto está a crescer a olhos vistos e os Portugueses já estão habituados a que, quando o Porto embala, dificilmente começa a perder.

O Porto ontem cresceu, deu passos na sua maturação, ganhou confiança e sabe que consegue dar a volta aos piores cenários. Viu-se a perder por duas vezes, e das duas respondeu com calma e agressividade. O Braga marcou dois grandes golos...qual foi a resposta do Porto? Três grandes golos. O Hulk está numa forma incrível, Varela voltou aos seus grandes jogos e toda a equipa do Porto correspondeu com calma e maturidade. O resultado foi justo e premeia o Braga por aquilo que jogou no Dragão. Mas a forma como jogou deu maior brilho e intensidade à vitória do Porto.

As contas do campeonato começam-se a dilatar. Nove pontos são MUITOS pontos. Cinco pontos já são alguns pontos. O que desanima mais é ver a forma vencedora do Porto jogar e a questão que fica é: o Porto irá deixar de vencer? Duvido. Os adversários vão começar a ganhar com regularidade? Duvido. Quando a 2ª circular se incendeia, o fogo demora anos a ser circunscrito e apagado. Já do Minho poderão vir daí as maiores adversidades para o Porto.

Campeão em Setembro? É cedo, mas já parece.

PS - Desde que Jorge Jesus abriu aquela boca para dizer que dificilmente alguém pára o Benfica, apetece-me dizer que dificilmente alguém não pára o Benfica.

domingo, 5 de setembro de 2010

O Futebol em Portugal tb é Lindo #7

Ainda que a inclusão do Meireles e do Manuel Fernandes no onze nacional seja incompreensível (o 1º só descansa e treina desde a eliminação portuguesa no Mundial; o 2º está à venda no Valência e não é opção nos jogos oficiais), acabaram por sair dos pés de ambos os golos mais bonitos daquela noite horrorosa de Guimarães. Ambos de fora da área.



sábado, 4 de setembro de 2010

Foi para rir ou para chorar?

Acho que deu para ambas as reacções. Portugal-Chipre foi um dos jogos mais idiotas que Portugal fez nos últimos anos. Após um período de apogeu, entre 2004 e 2006, parece que a nossa selecção voltou aos casos vergonhosos e a situações de jogo caricatas.

Marcar quatro golos contra o Chipre, em casa, é normal. É algo que se espera de uma selecção que se diz candidata ao Europeu. Agora, sofrer quatro golos do Chipre é vergonhoso. A forma como eles aconteceram então é inaceitável.

Voltamos aos tempos da nau sem comandante. Sem rei nem roque. Jogadores completamente deixados ao acaso no campo. Sem líder. Uma vergonha. A forma como Queiroz está a ser tratado dentro da selecção retrata aquilo que é a federação. Somos mesmo um país de latinos que gostamos de nos mexer nas entrelinhas, nos bastidores e deixar que a sorte nos bafeje mais uma vez.

A derrota, aliás, o empate, é vergonhoso. Mas o que se está a passar com o seleccionador é ainda mais. Queiroz há muito tempo que não é unânime na federação. Nunca o foi para o país. Já mostrou que consegue ser bastante malcriado quando assim é preciso. Mas pior, já mostrou diversas vezes que é um treinador fraco. No Sporting, no Real Madrid, na própria selecção A, falhou sempre. No máximo, deve ser bom a servir o vinho ao Ferguson.

O que se faz a um seleccionador destes que, apesar de ter feito um Mundial aceitável, pôs Portugal a jogar de forma mais defensiva que a Itália? Despede-se. E ponto final. Agradece-se pelo trabalho que fez, paga-se o que se tem a pagar, pois foi assumido um compromisso, e despede-se. O que faz a nossa federação? Parece querer arranjar casos e mais casos de forma a justificar o seu despedimento de forma a poder despachá-lo por justa causa. Um seleccionador que ficará um terço do apuramento a ver os jogos da bancada não interessa a ninguém. Portugal precisa de uma voz de comando, de alguém que seja lider e motive os jogadores.

O que se passou em campo é um reflexo natural daquilo que se passa fora dele. Claro que há jogadores que jogaram muito mal, que estão sem forma nenhuma, que fizeram erros inacreditáveis; claramente, eles foram culpados. Agora, não são os únicos. Chegou o tempo de serem tomadas decisões definitivas e frontais, sem paninhos quentes e joguinhos, que mostrem aos jogadores que a liderança está determinada a dar-lhes as melhores condições possíveis para eles fazerem o seu trabalho.

Sexta-feira serviu para provar que o piloto automático da selecção é tão bom como o piloto em si. Chegou o tempo de contratar outro piloto. Talvez tenha chegado o tempo de mudar de avião também. Por favor, respeitem o povo Português e vamos acabar com esta palhaçada!