terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Futebol em Portugal tb é Lindo #6


Sp. Covilha 1-1 Leixoes

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Esta semana começamos pela Liga Orangina (!). O já experiente médio Oliveira, agora no Leixões, deixou-nos este apontamento técnico, que parece fácil. Mas não é.


Nacional 1-1 V. Guimaraes

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Ao nosso futebol acaba de chegar um tal Toscano. Estreou-se com um hat-trick, pelo Guimarães e o 1º foi um golo de belo efeito, à ponta-de-lança. Excelente.


Nacional 1-3 V. Guimaraes

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O mesmo Toscano viria a fechar a contagem final com mais este fantástico golo, respondendo na perfeição ao corte do defesa do Nacional, que de calcanhar e de frente para a sua baliza, tentou aliviar a bola para fora da área. Mas o Toscano estava lá e não perdoou, com requintes de malvadez.


Beira Mar 2-1 Academica

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Já no Domingo, foi igualmente fantástico o 1º golo do Beira-Mar. Excelente passe de trivela do defesa-esquerdo, desde o meio-campo e para as costas da defesa adversária e excelente assistência, em chapéu, para o golo fácil do Wilson Eduardo.


Paços de Ferreira 2-2 Portimonense

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Em Paços, 2 grandes golos a abrir: para o Portimonense, o esquerdo Ivanildo abriu a contagem com um tiro indefensável, ainda que tenha contado com uma ligeira ajuda de um defesa pacense; em resposta, a abrir a 2a parte, Jorginho imitou Van Bronckhorst com aquele golo frente ao Uruguai na meia-final do Mundial. Um golão. Registe-se também a cavalgada do André Pinto no 2º golo algarvio.


Sp. Braga 1-0 Maritimo

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E q dizer do golo do Sílvio em Braga? Fabuloso, tudo corre bem e tudo sai bem a este jogador.


Naval 0-1 Sporting

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A terminar, Liedson ontem, na Figueira. Um golo de calcanhar é sempre um gesto técnico de realce.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nuno André Coelho, Sílvio... e Dias


O título assemelha-se a uma qualquer empresa nacional, quiçá de camionagem ou de transportes públicos. Mas não. Contém o nome de 3 jovens e talentosos jogadores portugueses.
Os 2 primeiros estão a caminho da Selecção Nacional: o Nuno André andou emprestado em todo o lado, a espalhar talento e classe e a prometer explodir como jogador. O Porto lá o resgatou, um pouco a medo, imbuído de uma falaciosa política de aposta em jovens jogadores portugueses, num tal projecto Visão 611 e lá lhe deu alguns, poucos, minutos de competição no ano passado. Incrivelmente, envolveu-o no negócio do Moutinho, para baixar o mesmo em 1 milhão de euros, para a fasquia dos 10, e aí está: 3 ou 4 jogos e está na Selecção. Arrisco-me a dizer que o Rolando e o Maicon juntos não fazem 1 Nuno André. O Sporting esfrega as mãos de contente (pelo menos na defesa tem o ambicionado pinheiro) e a Selecção também.
O Sílvio não serviu para o Benfica, rumou ao Odivelas, creio, daí para o Rio Ave, onde brilhou como defesa-esquerdo e derivou para Braga e para o seu flanco direito e passados 3 ou 4 jogos está na Selecção. O futebol nacional promete, vamos ter surpresas todas as semanas!!
A última chama-se Ricardo Dias. Dragão de Ouro para Jovem Atleta do Ano em 2008, capitão dos sucessivos escalões de formação portistas, presença habitual nos onzes das nossas Selecções jovens, patrão do meio-campo portista com o Sérgio Oliveira há anos largos, pelo menos desde os Juvenis, opção no jogo com o Sertanense, para a Taça, na temporada passada, no Dragão, pela mão de Jesualdo Ferreira e suplente não utilizado em 2 jogos da Liga dos Campeões, cumpriu este Verão o seu processo de formação e atingiu idade de sénior. E que lhe faz o Porto? Na véspera do mercado fechar (Ufa!) empresta-o ao Tourizense, da 2ª Divisão. Brilhante, no mínimo.

domingo, 29 de agosto de 2010

Futebolês português


Paulo Sérgio chegou este ano ao Sporting, após uma ainda curta carreira, sempre em ascensão, de equipas pequenas para outras sucessivamente maiores. E isso nota-se, pois têm-se feito cada vez melhor treinador. Mas ainda lhe falta algo para reaver o Sporting ao mais cimeiro dos lugares do nosso Olimpo futebolístico. E se calhar, a meu ver, mais em termos da gestão da sua imagem e comunicação com o exterior. A afirmação seguinte, de ontem creio, a propósito de ainda haver uma vaga no ataque leonino, bem específica e com um jogador-tipo definido, é bem exemplo disso:

«Todos muitos parecidos uns com os outros e o que quero é um atacante diferente. Temos caudal ofensivo, mas falta um «pinheiro» com 1,90 metros, que lhe possamos acertar com a bola na cabeça e ela vá para dentro da baliza.»

Mais uma para os anais do nosso futebolês. Preocupa-me, apenas em parte, sou sincero, é se a comunicação com o plantel e estrutura directiva, também é feita nestes moldes.

Adeus Raul

Tarde mas em boa hora, o Porto anunciou a transferência de Raul Meireles para o Liverpool por 13M€, que poderá ascender aos 15M€ cumpridos alguns objectivos. Este é um desfecho que toda a gente esperava exceptuando, talvez, o clube destinatário.

Liverpool perde o seu pulmão Mascherano e vai buscar o pulmão Português Meireles. Claro que são jogadores de características diferentes mas acredito que o Liverpool não fique assim tanto a perder, caso mantivesse o Mascherano descontente na sua equipa.

O Porto vende um dos seus activos mais preciosos e que, claramente, estava a venda desde o Mundial. Meireles deu muito ao clube mas o clube ainda lhe deu mais. A verdade é que, com a chegada de Moutinho, mesmo que ele se mantivesse e mantivesse os índices da época passada, dificilmente seria titular incontestável. O Porto já tinha acautelado a sua saída e partilho a opinião de Villas-Boas: há soluções potenciais para fazer tanto ou melhor do que o Meireles faria.

É um negócio feito por um preço justo. Geralmente, o Porto consegue fazer bastante dinheiro em jogadores que partem claramente inflacionados. Com Meireles, fez aquilo que ele vale, na minha opinião. Nem mais, nem menos. O Liverpool faz um bom negócio pois adquire um jogador que parece-me adaptar-se muito bem à velocidade de jogo em Inglaterra; o Porto faz um bom negócio pois precisava do dinheiro para saldar os gastos deste Verão; o Meireles também faz um óptimo negócio pois deverá ver o seu salário a aumentar e a ingressar numa liga de topo.

Nos 7 anos que passou no clube, Meireles foi formatado para ser um jogador à Porto. Sai tendo a simpatia dos adeptos do clube e ambas as partes têm que se agradecer por aquilo que fizeram uma à outra. Obrigado e até sempre Meireles!

Portugal na Europa

As equipas Portuguesas já conhecem os seus destinos nas competições Europeias de 2010/2011. Em suma, apesar de o futebol ser 11 contra 11 e a bola ser redonda, nenhuma equipa Portuguesa está num grupo da morte. Todas elas têm legítimas possibilidades de passar à próxima fase.

Comecemos pelo campeão Benfica. O Benfica apanhou a equipa teoricamente mais fraca do pote 1, que contém as melhores equipas, em ranking. Essa equipa é o Lyon. Apesar dos bons jogadores que possui, o Lyon está a ter um arranque desastroso esta época. É um adversário muito difícil, mas ao alcance do melhor Benfica. O segundo adversário é o Shalke 04. Aqui reside, na minha opinião, o "maior" azar do Benfica neste sorteio. No pote 3, onde havia adversários bem mais fracos, apanhou uma equipa forte, ao nível do Lyon. Ou seja, em vez de ter um gigante Europeu e uma equipa fraca, apanhou duas boas equipas que, sem serem gigantes Europeus, são do nível actual do Benfica. Para terminar, o Hapoel. Esta é uma equipa fraquíssima mas que representa uma longínqua deslocação num campo complicado. O Benfica pode ter legítimas aspirações ao primeiro lugar no grupo caso jogue como nos habituou no ano passado. No pior cenário, creio que manter-se-á nas competições Europeias, na Liga Europa.

O super Braga terá como adversário o Arsenal, Shaktar e Partizan de Belgrado. Este é um grupo chato pois são equipas, com excepção do Arsenal, ao nível do Braga, mas com deslocações complicadas e que, para uma equipa com a pouca experiência do Braga, pode causar bastante nervosismo. O Braga de Sevilha passa este grupo, tenho a certeza disso. Tem que se mentalizar que o Porto é bem maior que o Shaktar ou Partizan e que, quem joga no Dragão ou na Luz, joga em qualquer lado contra qualquer equipa.

Gostaria de mencionar o terrível grupo G: Milan, Real Madrid, Ajax e Auxerre. Quando um ataque constituído por Pato, Ronaldinho e Zlatan defronta outro com Higuaín, Ronaldo e Ozil é sempre electrizante. Este, para mim, é o grupo da morte. Teoricamente, já agora, o meu grupo da morte seria, tendo em conta todas as condicionantes do sorteio, Barcelona, Roma, Shalke 04 e Rubin Kazan.

Na Liga Europa, após a fantástica reviravolta na Dinamarca, o Porto e o Sporting têm grupos acessíveis e completamente ao seu alcance. O Porto terá pela sua frente o velho conhecido Besiktas, CSKA Sófia e Rapid Viena. Se o Besiktas reforçou-se com jogadores de renome como Quaresma e Guti e é o principal adversário do Porto e jogar no Besiktas, com aqueles adeptos fervorosos que cativaram o Quaresma há uns anos atrás (ironia), é um campo díficil. No entanto, o CSKA Sofia e o Rapid Viena são equipas muito acessíveis. Se o Porto ganhar todos os jogos em casa, deverá ter uma fase de grupos calma e sem grandes precalços.

Antes de comentar o Sporting, gostaria de dizer que fiquei impressionado com a capacidade do Sporting ir golear à Dinamarca. Não é que o adversário fosse um colosso Europeu, longe disso, mas o Sporting habituou-nos a ser cinzento quando tem de ser verde. Quando se espera grandes feitos do Sporting, raramente os atinge. Na forma presente do Sporting, golear fora na Europa e dar a volta a uma eliminatória de dois golos sofridos em casa, é fantástico e de assinalar. Pode ser o volte-face que Paulo Sérgio procurava.

O grupo do Sporting também é acessível e vai na onda do grupo do Porto. Lille, Levski Sofia e Gent são equipas acessíveis para o Sporting e é dever do Sporting carimbar a passagem à próxima etapa da Liga Europa.

Na Liga Europa, também temos um grupo bastante interessante em que se defrontarão os velhos da Juventus contra o super City. Será o jogo grande da Liga Europa nesta fase de grupos e será sempre interessante ver a escola Italiana a defrontar a escola Inglesa treinada por um Italiano.

Em conclusão, todas as equipas Portuguesas têm a obrigação, umas mais do que as outras, logicamente, mas têm legítimas aspirações a seguirem em frente. Para elas, o nosso apoio.

O Futebol em Portugal tb é Lindo #5


Sevilla 2-3 Sp. Braga

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Na gloriosa noite de Sevilha, o 3º golo do Braga, o 2º do Lima, valeu pelo fantástico passe à la Xavi, a rasgar a defesa e a apelar ao futebol astuto do avançado brasileiro, que se desmarcou e não se fez rogado face à oferta de bandeja vinda desde trás.


Brondby 0-3 Sporting

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Há um anúncio televisivo a promover o consumo do leite entre as crianças lusas, que usa comparações como as crianças apenas receberem 7% de carinhos ou 15% de estudos; o futebol luso também só beneficia de cerca de 10% do futebol do Djaló. Mas quando ele surge, surge assim. Um golo de talento e classe.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Enorme Braga


O Braga está na fase de grupos da Liga dos Campeões. Com todo o mérito, depois de eliminar o Sevilha, 4º classificado do último campeonato espanhol, apurado para esta eliminatória com um golo caído do céu, nos descontos da última jornada. E a eliminação fez-se com 2 vitórias, por 1-0 em Braga, da qual já falámos, e outra, em Sevilha, estrondosa, por 4-3. Parabéns Braga, que grande dignificação do futebol nacional. Glória aos vencedores!

Que te meta cuatro goles el 'SuperrequeteBarça' en el Camp Nou es una cosa, por mucho que uno claudique en el túnel de vestuarios, pero que te vengan unos brasileños disfrazados de portugueses y te enseñen, uno por uno, los fundamentos de este deporte, es cosa seria.

in Marca - 25/08/2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Futebol em Portugal tb é Lindo #4


Nacional 2-1 SL Benfica

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Grd golo o do Carlos Martins. Irreverente e inconformado, à imagem do autor do pontapé.


FC Porto 1-0 Beira Mar

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Para mim o golo da jornada e um dos mais bonitos dos últimos tempos. Enorme mérito de um fantástico jogador. Excelente desmarcação, tal como habitualmente, e o surgir em zona de finalização, com a classe habitual, num gesto técnico perfeito. E alado! Lindo!


FC Porto 2-0 Beira Mar

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Ainda que não tenha sido falta, estes golos são sempre bonitos. Excelente apontamento técnico.

domingo, 22 de agosto de 2010

A teimosia de Jesus


O dia de ontem ficou marcado pela 2ª derrota consecutiva do Benfica para o campeonato. Salvo erro, neste momento, o Benfica já perdeu tantas vezes como no ano passado, durante todo o campeonato.

Tinha uma grande curiosidade para ver a resposta do Benfica no jogo de ontem. O Benfica até entrou bem e fez uma boa primeira parte onde fez brilhar Bracalli. Com o iniciar da 2ª parte, iniciou também mais uma brilhante exibição de Roberto. Pelo menos, na perspectiva de um adepto de uma equipa rival.

Não pretendo focar-me muito sobre a derrota do Benfica. Com um guarda-redes razoável, o Benfica teria, no mínimo, empatado num campo bastante difícil e contra um adversário difícil. A minha  reflexão vai mais para a constante titularidade do guarda-redes Roberto.

As exibições de Roberto têm se caracterizado pelo inigualável prazer de ver os mais diversos tipos de frangos que um guarda-redes pode sofrer. Gastar 8.5M€ em um guarda-redes, é caro; para um clube Português, é caríssimo; por um guarda-redes da qualidade do Roberto, 3º guarda-redes do Atlético de Madrid, é um disparate.

O Benfica este ano esbanjou dinheiro na baliza quando tinha um guarda-redes que dava segurança à equipa: Quim. Poderia já ser velho, mas para a posição que ocupa, dava perfeitamente para fazer mais duas épocas e a transição para o próximo guarda-redes ser feita de forma mais suave e com menos pressão para o substituto. Quim nunca foi brilhante, mas também nunca foi péssimo. Conhecia os cantos à casa, conhecia os companheiros da defesa e eles conheciam-no e confiavam nele.

No entanto, sem olhar para a dedicação de tantos anos, o Benfica dispensou o Quim e investiu neste guarda-redes espanhol. Após ver algumas exibições de Roberto no Benfica, eu, simples leigo do futebol, compreendi logo que a diferença entre ele e um Moretto era o nome e o penteado.

Para mim, um guarda-redes de uma equipa de topo tem que ter como principal característica a fiabilidade. As bolas raramente lá vão, mas quando vão, tem que corresponder com toda a qualidade possível. Não passa os jogos a fazer grandes defesas mas quando as faz, garantem pontos. Posteriormente, tem que ser bom a sair-se dos postes pois, contra grandes equipas, geralmente, os adversários atacam em velocidade e contra-ataque e é essencial saber sair-se bem da baliza, fazer a mancha aos adversários, sair-se com segurança aos cruzamentos. Só depois, e isto geralmente todos os guarda-redes são "fortes, ser bom entre os postes. O que mais rareia nos guarda-redes é a capacidade de sair-se dos postes sem criar pânico aos seus colegas. Ora, o Roberto não é excelente, aliás, bom, ou melhor, razoável, em nenhuma destas características. No máximo, razoável entre os postes.

A quantidade e a qualidade dos frangos já dados demonstram que é um guarda-redes de fraca formação. E, claramente, parece acusar toda a pressão que foi sendo gerada à sua volta. Os únicos que confiam nele são os atacantes adversários e o Jorge Jesus. E é no último que reside o problema.

Após ter sido claramente uma aposta sua, Jorge Jesus, na minha opinião, deve ter a coragem, inteligência e sensatez em admitir que errou no seu julgamento e retira-lo do XI inicial. E é aproveitar enquanto ainda está nas graças dos adeptos benfiquistas. Além de ir beneficiar o resto da equipa, também vai proteger o Roberto, que nitidamente treme em qualquer lance em que tenha que ser chamado a intervir.

Não sei se é tarde demais para intervir no mercado e garantir um novo guarda-redes, mas não tenho dúvidas que a prata da casa é bem melhor, neste momento, que o Roberto.

O Futebol em Portugal tb é Lindo #3


Genk 0-2 FC Porto

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Grande golo, espectacular. O passe para o Ruben Micael, a forma como segurou a bola e como a entregou ao Souza, que fez o resto. Classe, talento e força!


Genk 0-3 FC Porto

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Nisto o Belluschi é bom, no toque de bola e na forma como a coloca. Onde quer. Bom golo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Há cada coisa...

Aqui vai um vídeo "fresquinho" com a grande penalidade que deu o empate da Olhanense no terreno da Académica. O que há de especial neste vídeo não é a forma como é batido o penalty, não é a discussão de haver ou não motivo para a grande penalidade, mas sim, a forma como é cometido o penalty. Atentem bem para a classe do jogador da Académica.

Academica 1-1 Olhanense


É por estes e outros lances que eu acredito que poderia ter dado um grande jogador de futebol. Aliás, acho até que ainda vou a tempo...

Quinta-feira negra

Esta foi mais uma quinta-feira negra para o ranking Português nas competições Europeias. Com equipas mais do que acessíveis para todos os participantes Portugueses, apenas o Porto conseguiu fazer jus à sua condição de favorito. Marítimo despenhou-se na Bielorrússia, Sporting afundou-se em Alvalade e Portugal saiu a perder desta jornada Europeia.

O Marítimo esteve bem mas foi surpreendido por três golos de rajada em apenas 14 minutos. Perder 3-0 fora é quase como assinar a sentença de morte. Na Madeira, precisará dum milagre. Precisará de atacar os 90 minutos incessantemente sem nunca destoar na defesa pois um golo sofrido será a estocada final. O que mais me entristece é que o Marítimo é uma equipa que costuma causar dificuldades às equipas grandes do nosso futebol; no entanto, na Europa, parece que perde os bons hábitos que tem. Uma equipa que faz mossa a um grande devia fazer melhor do que sofrer três golos sem resposta do BATE Borisov. Falta dimensão às equipas "pequenas" Portuguesas na Europa. Tal como se galvanizam contra os grandes, assim o deveriam fazer na Europa.

O Porto fez um jogo calmo contra o Genk. Mostrou que uma equipa goleadora na Bélgica não tem expressão contra um grande Português, principalmente, o Porto. Apesar de o resultado parecer demonstrar um grande domínio ou um grande jogo do Porto, o mesmo não corresponde ao que se passou. Foi um Porto q.b. para este Genk. Na primeira parte, dominou, teve mais posse de bola mas não criou muitas oportunidades. O penalti veio dar grande calma ao Porto que a partir daí apenas se prestou a controlar o jogo. Na 2ª parte, viu-se algumas brechas na defesa portista e Helton teve à altura dos seus pergaminhos e evitou o golo Belga. No final, Souza e Belluschi, com dois golaços, vieram trazer tranquilidade e confirmar a eliminatória para os portistas.

Nota-se que ainda falta agilizar e consolidar muitas situações de jogo na equipa portista. É natural, com mudança de treinador e em meados de Agosto, é natural e lógico que ainda não seja uma equipa sólida e que aqui e ali ainda exista falhas. No entanto, espera-se com o decorrer dos jogos que estas falhas vão desaparecendo. Uma nota importante a salientar é a qualidade das alternativas do Porto este ano. Ter no banco jogadores como Micael, Castro, Souza, deixar promessas como James Rodriguez ou Cristian Rodriguez no Porto ou deixar ir ao Brasil o Hulk, demonstra que este ano o Porto parece ter banco e soluções tanto para o 4-4-2 como para o 4-3-3.

Em Alvalade, desastre total. O Sporting parece ser uma equipa exímia em denegrir a sua história e o seu estatuto de grande clube Português. Apesar de ter criado boas oportunidades, de algum azar, de a bola não entrar, é inconcebível sofrer um golo como foi o primeiro sofrido pela equipa do Sporting. O golo põe a nu todas as fragilidades da equipa a defender. Quando o Evaldo (def. esquerdo) vem da direita fechar ao centro, os centrais ainda estão a chegar, e não é feita nenhuma falta que trave uma jogada daquelas, é difícil de entender o estatuto de "grande" numa equipa que defende assim. Após um temporada desastrosa, este Sporting de Paulo Sérgio parece estar a caminhar para outra temporada a bater todos os recordes...negativos. Não creio que a culpa seja do Paulo Sérgio, mas sim de toda a direcção do Sporting, que parece não ter estratégia, engenho ou arte.

Em suma, o habitual: o Porto a levar bem alto o nome de Portugal e as restantes equipas a entristecer o país. Que a próxima 5ª feira seja um dia de milagres, pelo menos, na Madeira e na Dinamarca.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Braga Grande?


Excelente a noite vivida hoje pelo Sporting de Braga. Ainda que o seu treinador admita que podia ter sido melhor e que esse melhor possa e deva ver-se na próxima 3a, no inferno do Sánchez Pizjuan, foi uma fantástica exibição a dos arsenalistas hoje. Parabéns por isso a toda a estrutura do futebol bracarense, que muito honraram o futebol luso e que hoje estarão a viver a mais gloriosa das suas noites. Nada está garantido, mas que o Braga está mais perto de se sentar em Nyon para o sorteio de dia 27 isso é claro. Só o facto de tudo se decidir no jogo da 2a mão e de o Braga entrar com a eliminatória encarrilada já é obra!
Parabéns ao seu treinador, aos jogadores, pela forma fantástica como assumiram o jogo e como o jogaram. Que agora desfrutem deste grande momento e que continuem a levar o nome do nosso futebol com o brio com que o têm feito.
Termino com 3 notas.
1. Parabéns a António Salvador. Um dos mais competentes, sérios e eficientes dirigentes do nosso futebol. Ainda que tenha mofado dele na noite em que despediu o Jorge Costa, já lá vão uns anos, pelo desempenho deste não estar à altura dos pergaminhos do clube, muito e bom tem sido o seu trabalho à frente dos destinos da instituição bracarense. Que competência, que labor, e os resultados estão aí. Contemos todos com um grande Braga a nível interno e com o melhor dos Bragas a nível europeu,seja na Champions ou na Liga Europa.
2. Mais uma vez ficou provada a superior capacidade táctica e de interpretação do momento defensivo do jogo do futebol nacional face ao praticado pelas equipas espanholas. Pressionamos bem melhor, no que toca ao espaço, à intensidade, ao dosear do mesmo e é exponencial a redução de espaços ao adversário, a forma como é forçado o erro dos mesmos e a probabilidade grande de a bola ser recuperada. Cada vez são mais os treinadores que do lado de cá da fronteira percebem isto mesmo e debilitam muito a capacidade ofensiva das equipas espanholas. Só falta que o arrojo e qualidade táctica defensiva se desdobre para o ataque, onde ainda continua a faltar gente e tamanho táctico, que permita o exponenciar da criatividade e das oportunidades de golo. Metade do trabalho é feito exemplarmente; sobra o receio de esticar a equipa em demasia e abrir brechas na estrutura defensiva, temor aumentado pelos argumentos financeiros das equipas espanholas, que permitem o investimento nos melhores jogadores ofensivos do planeta, que acabam por fazer a diferença, pela insistência derivada de um maior balanceamento das equipas vindas de trás, possível pelo pouco arrojo ofensivo luso. Quando isso for superado, podem nuestros hermanos ir vender jogos à China e à Lua e comprar todos os Kakás e afins que não terão forma de nos vergar.
3. Ganhámos um lateral para a nossa Selecção. E polivalente, ambidextro, portanto, apto para as duas bandas. Que grande 2a parte a do Sílvio, tanto a defender (e apanhou com o Capel, primeiro, e depois o Perotti, 2 dos mais promissores flanqueadores esquerdos do Mundo) como a atacar, no apoio ao Alan, a confirmar que o menino do Rio Ave é homem para estas e outras andanças. Não quer o Benfica um lateral-esquerdo? Onde é que este se formou?...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Simão Sabrosa: A escolha óbvia?

Nos dias de hoje, o estádio da Luz está expectante face à resposta que a equipa vai dar aos maus resultados e que Rui Costa vai dar às lacunas no plantel. Se na primeira, só no próximo fim-de-semana iremos saber mais, na segunda continuam a surgir nomes como os mais prováveis reforços da equipa encarnada. Fala-se de Eduardo Salvio, supostamente, a um passo de ser emprestado durante uma temporada; fala-se de Willians; fala-se de Traoré; enfim, fala-se de todos e mais alguém.

No entanto, há alguém que, na minha opinião, incompreensivelmente, não faz parte deste todos: Simão Sabrosa. Simão encontra-se de saída do Atlético de Madrid, clube com o qual apenas tem mais uma época de contrato. Face a este panorama, o Atlético parece estar a potenciar outros jogadores com mais futuro do que Simão. Se o que falta ao Benfica é um extremo, porque não o regresso do Simão?

Parece-me uma escolha óbvia por diferentes razões: tem qualidade, marca muitos golos para um extremo, reforçar o (pequeno) contingente de Portugueses no plantel benfiquista, é um jogador símbolo do clube e que poderia trazer uma maior experiência à equipa e é uma solução barata. Por todos estes motivos, parece que seria fácil ao Benfica recontratar Simão e que este veria com bons olhos o regresso à Luz.

O que acham? Seria ou não uma boa solução para os problemas do Benfica?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Futebol em Portugal tb é Lindo #2


Sp. Braga 2-0 Portimonense - Paulo César http://www.tvgolo.com

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Momentâneo 2-0 do Braga ao Portimonense. O futebol envolvente, do guarda-redes ao avançado, ao primeiro toque, passando pelos médios. Excelente finalização.



Mario Rondón, o herói da vitória do Paços frente ao Sporting. Como no basquetebol, um lindo golo na passada. Gesto técnico perfeito, bem como a antecipação ao central.



O golo da jornada e um dos melhores do ano. Golaço do já experiente Laionel, pleno de capacidade, força e técnica, bem lá no ângulo. Todo um golaço!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Há cada coisa...

Num jogo de alta tensão, Reina, guarda-redes do Liverpool, resolve fazer o impossível e marcar um auto-golo de uma forma pouco ortodoxa.



Liverpool - Arsenal GOALS 15.08.10

Temperaturas altas na 2ª Circular


Estão de volta as grandes emoções do nosso campeonato. Este fim-de-semana teve início a I Liga de Futebol. Este ano, a liga promete. Nada habituado a estas andanças, o Porto está fora da Champions devido a não se ter sagrado campeão; por outro lado, o Benfica começa campeão e com estatuto de quem apresentou o melhor futebol em Portugal dos últimos anos; o Sporting vem de uma temporada desastrosa e tenta justificar o seu estatuto de grande; e o Braga, novo nestas andanças, é olhado como um sério outsider na corrida pelo título. Habituados a luta a três, o facto de haver um quarto clube na equação é algo bastante salutar para Portugal.

A primeira jornada não oferecia, à primeira vista, grandes desafios para os grandes. O Benfica recebe a Académica, o Braga recebe o recém promovido Portimonense, o Porto desloca-se à Figueira da Foz para defrontar a Naval e, finalmente, o Sporting viaja até à capital do móvel para jogar contra o Paços de Ferreira. No entanto, dois resultados inesperados vieram mostrar que já não existem jogos de favas contadas.

O Benfica partia como mais que favorito para este jogo e o resultado esperado seria até uma goleada face a uma Académica de estaleca teoricamente inferior ao campeão. No entanto, havia uma grande curiosidade para saber como é que o Benfica reagiria após uma derrota contra o grande rival na Supertaça. O Benfica entrou de forma pouco agressiva, sem aquela busca pelo golo que tanto o caracterizou no ano passado. Viu a Académica a ter bons lances de ataque e, por fim, a chegar ao golo. Em desvantagem, um cenário pouco experimentado pelo Benfica no ano passado, o Benfica aumentou o seu caudal ofensivo sem isso resultar em ocasiões claras de golo. No entanto, após expulsão de Addy (justa), o Benfica chegou ao golo através de Jara. Balanceando-se completamente para o ataque, o Benfica causou algum pânico da área da Académica mas nunca com discernimento. Na etapa complementar, veria um contra-ataque mortífero a resultar no golo da noite, num remate fora da área a sobrevoar o Roberto, que nada podia fazer para evitar o golo.

O Braga recebeu e venceu o Portimonense, de forma segura. Apesar de uma resposta da equipa do Algarve, a vitória do Braga nunca teve em questão e a equipa de Domingos continua a mostrar uma grande regularidade.

O Porto foi à Naval vencer num campo tipicamente de equipa pequena Portuguesa: pequeno e sem condições para jogar ao mais alto nível. No entanto, a Naval entrou mais forte frente a um Porto apático, sem ideias e bastante preso. Nunca causou pânico na baliza contrária, mas a Naval foi para o intervalo na mó de cima. Na 2ª parte, o Porto entrou diferente, mais acutilante e com um Hulk galvanizado. Apesar de não fazer sempre tudo bem, Hulk foi o que se mostrou mais inconformado com o resultado. Varela saiu após um jogo em que tudo lhe calhou mal e, para seu lugar, entrou Guarin. Apesar de entrar mal no jogo, permitiu a que o Porto passa-se a jogar em 4-4-2 e a ter mais bola. Nos minutos finais, após o volume de jogo ofensivo do Porto ter aumentado, surgiu um penalti, bem assinalado, a castigar uma mão na bola; Hulk converteu-a para sossego dos adeptos portistas.

O Sporting deslocou-se a Paços de Ferreira e não poderia ter entrado pior no campeonato: com uma derrota e, para juntar, uma exibição pobre, principalmente na 2ª parte. Se até fez uns bons primeiros 45min, o Sporting na 2ª parte mostrou todas as suas fragilidades e limitações.

Em suma, esta jornada estabeleceu cenários pouco previsíveis há umas semanas atrás e que será curioso para ver a resposta das equipas aos mesmos. Há 15 dias atrás, Jorge Jesus afirmava que dificilmente alguém venceria este Benfica. Com 29 golos marcados na pré-época, esta afirmação parecia fazer todo o sentido e incendiava os egos dos benfiquistas. Para seu grande azar, parece que esta frase viria a ser a sua maldição pois desde então todos os adversários venceram o Benfica. Se na época passada cedo inflamou os adeptos, este ano Jesus parece estar a ter dificuldades em acalmar as hostes, fazer esquecer o que de tão bom se passou na época passada e focar os jogadores na época presente. O Benfica está mais fraco e dá a ideia que esbanjou dinheiro em jogadores ao invés de reforços. São notórias as lacunas do Benfica, numa equipa desprovida de imaginação. Se uma derrota tão categórica frente ao Porto já serviu de pré-aviso, esta derrota caseira fez soar o alarme na Luz. O que lá vai, lá vai e agora é preciso trabalhar para levar o Benfica aos mesmos índices do ano passado. Além de trabalho, são precisos verdadeiros reforços.

É pena que em 15 dias o discurso de Jesus comece já a sofrer algumas alterações. Aqueles chavões de dominação total começam a desaparecer, começa a falar dos jogadores que não tem (algo que nunca aconteceu no passado) e, por vezes, a perder o respeito pelo adversário, mostrando a sua natureza rude e agreste.

Uma palavra para David Luiz. Se na semana passada merecia ter ido tomar banho mais cedo, esta semana ficou-lhe muito mal a pressão efectuada sobre o árbitro no final da partida. Começa a revelar que nas horas de aflição, ainda não tem maturidade suficiente para saber lidar com os dissabores do jogo.

Do outro lado da 2ª circular, Paulo Sérgio cada vez mais começa a parecer mais um tição para queimar na fogueira que tem sido o Sporting dos últimos anos. O Sporting tem sido uma equipa que não aquece o coração do mais fervoroso Sportinguista. Não tem ideias, não domina os jogos, não tem caudal ofensivo, muitas dificuldades para criar ocasiões de golo e muito frágil a defender, o alarme em Alvalade continua a tocar de forma cada vez mais veemente.

O Porto esteve também muito mais pálido em relação ao jogo da semana passada. O campo era outro e a motivação era outra. No entanto, teve a pontinha de sorte que faltou no passado. Uma referência a André Villas-Boas, que está em crescendo, que na 2ª parte não teve pejo em trocar o sistema táctico da equipa e desorientando a Naval. Se os intérpretes não foram os melhores, o desenho táctico chegou para causar rupturas nas marcações e criar espaço para os jogadores do Porto.

Para a semana, a curiosidade é grande para ver o Benfica que vai à Madeira, jogar num campo dificílimo, o do Nacional, num estado que nunca experimentou no passado: duas derrotas oficiais seguidas e uma delas em casa. Será que Jesus tem mãos para um balneário chamuscado? A ver vamos...

Este artigo foi feito com base no que vi e li sobre os jogos que comentei. Vi o jogo completo do Porto, a 2ª parte do Benfica e, a espaços, a 2ª parte do Sporting. Vi todos os golos marcados nesses jogos.

domingo, 15 de agosto de 2010

O eixo da defesa portista 2010/2011


Mais de um mês depois retomo a análise ao plantel portista para a nova época. Que já começou, o que faz com que esta análise enferme por tardia, mas actualizada por acompanhar o devir quotidiano da temporada, qual Lusíadas (sem pretensão nenhuma de lá chegar, de todo!), in media res.
Curiosamente, é o sector sobre o qual pairam mais dúvidas e que sofreu mais alterações. Sendo também dos que mais jogadores contratados possui, senão o primeiro deste ranking. E são várias as perguntas que coloco, deixando-as no ar, para reflexão, sem que as mesmas fiquem sem resposta, pois são óbvias e respondem-se a elas próprias, como se tivessem vida.
1. Sabendo o Porto, de antemão, que iria (ou poderia) perder o Bruno Alves (3771 minutos na época passada, em 42 jogos, todos a titular, com 7 golos marcados, 14 amarelos e 1 vermelho), até pela exposição contínua nas últimas épocas, acentuada pelo Mundial, não se devia ter precavido previamente, com a contratação de um jogador à altura, a tempo e horas, não arrastando a venda do Bruno, capitão de equipa, e a compra de outro central para depois do início da época?
2. Valeu a pena assegurar tão atempadamente (Janeiro?) a contratação do Sereno, quando tinha no plantel Nuno André Coelho (540 minutos em 2009/10, em 7 jogos, todos a titular), valor emergente do nosso futebol, que acabou envolvido no negócio Moutinho e que tão melhor faria do que o alentejano, como se viu na pré-época?
3. Sendo muitas as indefinições em torno desta posição, valeu a pena ao André Pinto (1948 minutos no Setúbal na época passada, em 23 jogos, sendo que em 22 como titular, com 1 golo, 4 amarelos e 2 vermelhos), titular da Selecção Sub-21, fazer o estágio na Alemanha, onde se exibiu muito bem, bem melhor do que o Sereno, e depois ser preterido em favor deste e ainda acabar emprestado, mais uma vez, a uma equipa condenada a lutar pela não despromoção, em vez de rodar, por exemplo, num Marítimo (treinado por um grande ex-central, com outras aspirações e com competições europeias), permitindo até, quem sabe, desbloquear o ainda bloqueado Kléber?
4. Para quê voltar a emprestar o Tengarrinha (1884 minutos no Olhanense, em 23 jogos, sendo titular em 20, com 2 golos, 11 amarelos e 2 vermelhos), agora ao Santa Clara, da Liga Orangina, depois de meio ano no Estrela, em 2008/09 e a temporada passada em Olhão? Por que não libertá-lo em definitivo? A mensagem passada a todos e sobretudo ao próprio não foi de grande confiança!
5. Para quê arrastar até ao passado mês de Julho os contratos infindáveis do Stepanov e do Steven Vitória?
Assim, resta fazer referência à dupla presente de centrais do Porto, Rolando e Maicon e aos emprestados Bura, Abdoulaye e Renato. Os dois primeiros têm-se apresentado com eficácia. O Rolando foi ao Mundial mas não jogou e tarda em ser mais do que o Rolando (3720 minutos, em 42 jogos, com 6 golos e mais 2 na própria, bem como uns míseros 3 amarelos) que chegou ao Dragão há 2 anos, vindo do Belenenses. Sem Bruno Alves chegou a hora de mostrar tudo o que vale, pois a responsabilidade de liderar o sector defensivo passou a ser sua. Do Maicon (988 minutos em 2009/10, em 12 jogos, 11 a titular, tendo marcado 1 golo e visto 1 amarelo) espera-se o melhor e que confirme os dotes de central de marcação implacável. O Porto trocou o goleador Farías pelos restantes 50% do seu passe e deposita nele grande confiança.
Dos emprestados, o Bura é o que tem mais condições de regressar. Depois de meia época no Gil Vicente, onde pouco jogou, rumou a Penafiel, onde somou, no total, 1290 bons minutos, em 19 jogos, sendo titular em 13, somando 1 amarelo e 1 vermelho. Este ano chegou ao escalão principal, onde é titular no Paços, bem como na Selecção Sub-21. Já o Abdoulaye e o Renato cumprem o primeiro ano de sénior. Nenhum dos 2 me impressionou, sobretudo o primeiro, de quem tanto se fala. Acabaram por ter contrato profissional (os únicos, para já) e rumaram, respectivamente, à Covilhã e ao Santa Clara, onde têm jogado como titulares, o que é bom sinal.
Concluindo, falta 1 central. Que seja central, com competência, qualidade e classe central, assumindo importância central na equipa. A não ser assim, por cá deveria ter ficado o André Pinto. Perdido o Ricardo Carvalho para o Real Madrid, são vários os jogadores apontados. E caros, face aos jogadores que são e ao que podem trazer de imediato à equipa. Pois nenhum é daqueles fabulosos. A não ser o Miranda, do São Paulo, mas 10 milhões não devem chegar para esse. Ou seja, não chegam, nem o Porto lá chega. Ficamos à espera para ver!

Oficialmente, a culpa é do Queiróz!

Castro, Nelson Oliveira, Diogo Salomão. E Mário Felgueiras. E Caetano e Bebé.
6 nomes, 1 destino comum. 6 jovens jogadores portugueses, uns mais velhos do que outros e, portanto, mais experientes. Mas todos, ou quase todos, com o mesmo fado: o lugar à sombra, porque a ribalta fica para os estrangeiros, por vezes da mesma idade.
O Castro tem tido uma carreira fulgurante. Campeão nacional no seu último de júnior, repetiu a dose no primeiro de sénior, também ao serviço do Porto. Pouco jogou e daí foi rodar até Olhão, num Olhanense então pela Liga de Honra. Fartou-se de jogar, em quantidade e qualidade, assumiu-se como um jogador fundamental e voltou a repetir a dose habitual: campeão nacional. Novo ano, regresso ao escalão principal, ainda no Olhanense. Repetiu a dose do muito e bom jogo, brilhou a bom brilhar e só não foi campeão porque o Olhanense nunca o será. Mas foi o suficiente para regressar à casa-mãe, ou seja, ao Porto. Fez a pré-época, ao seu estilo, foi-se esquivando à saída, por empréstimo ou em definitivo, mas continua na sombra. Na 4a foi titular de quinas ao peito na Lituânia; ontem não mereceu um lugar na convocatória, viu jogar (muito pouco) o Belluschi e depois entrar o Guarín, porque este nem jogar consegue. Explicação para isto?... Ninguém a sabe dar. Oficialmente.
Nelson Oliveira, em teoria, o futuro ponta-de-lança da Selecção. No primeiro ano de sénior, isto é, na temporada transacta, só substituiu o João Tomás no Rio Ave, enquanto este foi amealhar a fortuna da sua vida, durante 6 meses, nas Arábias. Este ano seguiu para o Paços, que parece apostar na miudagem, muita dela lusa. O que é certo é que não coube no Benfica, que gastou 7 milhões de euros no Rodrigo, hispano-brasileiro dos juniores do Real Madrid, seu adversário no último Campeonato da Europa de Sub-18. Explicação para isto?... Ninguém a sabe dar. Oficialmente.
Diogo Salomão, o miúdo resgatado ao Real Massamá. Devido à escassez de recursos, o Sporting lá fez regressar este jovem extremo, que brilhou a bom brilhar na pré-temporada. Criou, até, um entusiasmo como já não se via desde que o José Peseiro lá fez estrear, também por esta altura, um tal de João Moutinho. Mas este Salomão deve estar mais ocupado na construção de um Templo, pois nas covocatórias do Sporting não tem entrado. Os diamantes estrangeiros são para lapidar em força, os nossos são para resguardar, retirando-lhes minutos essenciais de competição. Explicação para isto?... Ninguém a sabe dar. Oficialmente.
Restam-nos os outros 3. O Mário Felgueiras foi mais uma vez emprestado pelo Braga, desta feita ao Rio Ave. A treinar no Estádio dos Arcos, viu o Quim chegar e lesionar-se com gravidade, o Kieszek rumar ao Dragão (para?), o Marcos chegar do Brasil sem competição há meses, o Kieszek não regressar, o Stojkovic não chegar... E lá regressou, à pressa, à Cidade dos Arcebispos. A tempo de ser titular na brilhante eliminatória da Liga dos Campeões, a maior competição de clubes da Velha Europa, onde também foi essencial no apuramento histórico dos bracarenses. Entretanto chegou o Artur Moraes, o Felipe e eis que... está de regresso a Vila do Conde. Explicação para isto?... Ninguém a sabe dar. Oficialmente. O Caetano, filho de pai homónimo, também ele extremo, viu-se no primeiro ano de sénior no impasse costumeiro de ser português e não servir para a primeira equipa do Porto. Ao menos o clube deu-lhe a carta de liberdade e rumou, por 4 épocas, à Mata Real. Por lá brilha a bom brilhar. E o Paços esfrega as mãos de contente. Pois já prevê o ataque de um Manchester, que após levar o Bebé, poderá ver nele, ou não, um novo Giggs. Ou um novo Di María, que o Benfica ainda não conseguiu substituir. Explicação para isto?... Ninguém a sabe dar. Oficialmente.
A acabar o Bebé. Teve que crescer na Casa do Gaiato, representou Portugal no Mundial dos Sem-Abrigo, há 2 anos, viu o Estrela contratá-lo... e acabar com o futebol profissional e 2 meses de pré-época no Guimarães chegaram para renovar contrato pelo meio e rumar ao Manchester, que pagou por ele mais do que o Benfica pagou pelo Roberto, pelo Gaitán, e quase tanto como o Porto pelo Moutinho. Mas pagou ao Guimarães, nas barbas de toda a gente. Nasceu no sítio errado, Buenos Aires, Montevideo ou Bogotá já lhe tinham trazido outra sorte. Isto se quisesse jogar num suposto grande português. Assim vai aprender com o Rooney. O Ferguson é que a sabe toda. Mais do que os tugas todos juntos. Ou não. Explicação para isto?... Ninguém a sabe dar. Oficialmente.


PS - outro dia fui jantar uma francesinha a Paços de Brandão. Quem conhece o burgo desconfiará, pela certa, do sítio onde fui, tão óbvio que é. Tinha lugar à porta para estacionar e a manobra foi-me facilitada por um familiar do Sérgio Oliveira. Que também lá estava. Fiz por não encostar muito o carro ao passeio e ao veículo da frente e, com a cabeça de fora da janela, expliquei que era para proteger o Sérgio, para não o magoar, na esperança de o Porto um dia o aproveitar. Um dia, quando escassearem os argentinos, uruguaios e colombianos da idade dele que cá estão, mas que são estratosfericamente melhores. E disse também que o rapaz tinha nascido na pátria errada. Outra, mais sul-americana, já lhe teria valido outras glórias.
O Guardiola que o diga. Bem como os técnicos italianos que se aprestam para receber o Danilo Pereira, considerado pela UEFA um dos 10 melhores jogadores do já supra-citado Europeu de Sub-18, e que está em trânsito para Itália, a troco de 150000 euros, visto o Benfica não ter contrato profissional com ele. Nem com ele e nem já com o Ramires. Explicação para isto?... Ninguém a sabe dar. Oficialmente.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Há cada coisa...

Quando chega a uma certa altura da vida, uma pessoa pensa que já viu de tudo...mas será que viu? Já alguma vez viu um árbitro a agredir um jogador e a fugir?

Se nunca viu, não perca esta oportunidade.

PS - Não vale a resposta do Álvaro Pereira a ser agredido este fim-de-semana, contra o Benfica.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Adeus do Mágico

Deco voltou para o Brasil e é no seu país natal que decidiu pendurar as suas chuteiras. Eis um jogador que deu muito a Portugal, muito mais do que alguns Portugueses de gema. Na minha opinião, Portugal beneficiou mais dele (pois não tinhamos nº10 desde Rui Costa) do que ele de Portugal (pois chegou aonde chegou graças ao seu trabalho nos clubes por onde passou).

Na despedida, confessa-se portista para todo o sempre e agradecido à escola das Antas. Enquanto envergou a camisola azul e branca, era o Mágico, em terras catalãs, foi o Decodificador...para mim, foi um sinónimo de classe, técnica, visão e simplicidade.

Aqui ficam alguns momentos de pura magia e classe:



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Futebol em Portugal tb é Lindo #1



A recuperação de bola. A desmarcação do Varela e o passe do Álvaro Pereira. O segurar a bola e a jogada do Silvestre. A revienga, a hora H e o instinto matador do Falcao. Futebol em estado puro!

domingo, 8 de agosto de 2010

A Ressurreição do Porto (e do blog)

Após umas férias, baseadas mais em preguiça do que em cansaço, estamos de volta, assim como está a época 2010/2011. Se no Mundial, todos ficamos com a sensação que Portugal poderia ter chegado mais longe se fosse mais corajoso e audaz e que Espanha foi uma campeã Mundial sem deslumbrar, já a nossa pré-época foi bastante animada.

O Porto foi um dos clubes que mais surpreendeu com o forte investimento que fez, principalmente, em João Moutinho, ex-capitão do (ex) rival Sporting. Foi buscar algumas promessas, caso de James Rodriguez e Walter, promoveu alguns regressos, Castro e Ukra, e fortaleceu de forma consistente alguns sectores, principalmente o meio-campo.

O Benfica vendeu duas pérolas do passado, Di Maria e Ramires, por verbas assinaláveis, encaixando quase 50M€. Foi buscar Gaitán e Jara como os reforços mais prometedores e, a melhor contratação, na minha opinião, é a manutenção de David Luiz. Uma contratação que poderá dar muito que falar foi a de Roberto, um guarda-redes caríssimo que pouco tem convencido os adeptos benfiquistas.

O Sporting parece ter virado costas ao seu passado e à sua formação e está a contruir uma equipa mais madura. Está a vender os poucos jogadores que restam da formação por preços muito abaixo do que se falava há uns anos (casos de João Moutinho e Miguel Veloso) e a contratar jogadores já feitos e com experiência. Se Paulo Sérgio tiver engenho, até pode construir uma equipa para agora mas não vejo jogadores para potenciar (e vender) de forma a tornar mais saudáveis as fracas finanças de Alvalade.

O Braga foi obrigado a perder alguns jogadores importantes do ano passado (Evaldo e Eduardo, por exemplo) mas reforçou-se de forma inteligente, indo buscar alguns dos melhores jogadores do campeonato passado, tais como Lima e Hélder Barbosa. Manteve alguns jogadores importantes (Alan) e poderá constituir um sério candidato ao apuramento para a Champions, pelo menos.

Com esta pré-época como fundo, o jogo de ontem era esperado com alguma curiosidade. O Porto sempre habituou-se a disputar a supertaça como campeão e, muitas vezes, contra o vencido da final da Taça de Portugal. Num cenário completamente, defrontou um Benfica campeão sem contestação, e com muito mérito, e mais do que favorito para o jogo de ontem. Isto porque o Porto mudou de treinador, perdeu o seu capitão, mudou algumas peças e, mais do que isso, de mentalidade e processos de jogo. O Benfica manteve grande parte da sua estrutura, jogadores e treinador e continuava empolgante durante os jogos de pré-temporada.

Com o apito inicial, cedo se percebeu que este Porto está diferente. Cedo marcou e isso ajudou a dar confiança à equipa e a crescer. A diferença relativa ao ano passado está na mentalidade atacante da equipa. Ataca com mais unidades, é mais pressionante em terrenos avançados do campo e a defesa joga junto à linha de meio-campo, principalmente quando a equipa está atacar. Esta forma de jogar ajuda a afixiar os adversários e a controlá-los no seu meio-campo. Curiosamente, esta também tem sido a forma de jogar do Benfica.

No entanto, ontem o meio-campo e o ataque do Benfica poucos argumentos teve face ao meio-campo do Porto. O trio portista teve em grande forma e ajudou e potenciou os seus colegas da frente. Na primeira meia-hora, não se viu Benfica. O Porto sufucou e jogou grande parte do tempo no meio-campo benfiquista. Ao passar da meia-hora, o Benfica cresceu mas sem nunca causar muito perigo.

Na 2ª parte, pensava-se que o Benfica iria arriscar mais e entrar mais dominante. No entanto, quem pensava isto, estava enganado. O Porto continou na mó de cima, sendo mais agressivo sobre a bola e parecendo mais à vontade durante o jogo. Na minha opinião, o Benfica estranhou estar a perder, estranhou ter que correr atrás da bola, estranhou não ter o jogo a seu belo prazer e a comandar como fez (tão bem) no ano passado. A meio da 2ª parte, o Porto marca e sela o jogo. Até ao final, um maior caudal ofensivo do Benfica mas nada de muito assinalável, fora um falhanço de Saviola e uma correspondente grande defesa de Helton.

É possível tirar algumas ilações desta partida. Realmente, André Villas-Boas quer um Porto muito diferente do ano passado. Quer um Porto dominante, protagonista e que sufoca os adversários. Fazer o que fez ontem dá para os portistas sonharem com o regresso ao primeiro lugar do campeonato. No passado, Rolando nunca teria marcado ontem (pois a bola teria sido bombeada para Bruno Alves), Fernando seria alvo dum inquérito disciplinar, pois passou a linha do meio-campo, e Varela levaria um puxão de orelhas por ter partido tantos rins. Hulk teve uns furos abaixo do que pode fazer e continua a provar que nos grandes jogos o lugar certo para ele é o banco. Uma palavra especial para uma grande exibição dum jovem Português: Varela. Ontem fez uma exibição deliciosa, com dribles, cavalgadas que de certeza lhe ficarão na memória para o resto da vida. Amorim ainda não sabe como é que a bola passou no meio das suas pernas e Luisão procura por doadores de rins. Uma exibição brilhante!

Quanto ao Benfica, Jorge Jesus respeitou em demasia o Porto e o Hulk. Apesar de compreender, face ao protagonismo do Benfica no ano passado, à grande pré-época que vinha a fazer e a "fraca" pré-época do adversário, o facto de por César Peixoto a defesa esquerdo e Coentrão a extremo demonstrou o grande respeito que o treinador Jesus tem pelo Porto e pelo Hulk. Se bem que Hulk se secou a si próprio, Coentrão a extremo perde todo o protagonismo que tem e deixa de ser aquele catalizador de futebol ofensivo pelo flanco esquerdo. Pareceu-me que o Benfica não tem as mesmas soluções do ano passado e faltou a irreverência de Di Maria e as pernas de Ramires para ligar a defesa ao ataque. Sinceramente, creio que faltam reforços sérios no miolo do Benfica.

Sem dúvida que foi um belo espectáculo para iniciar a época, num jogo excitante e bem jogado. A nova época promete e fica a questão se acabou o gás ao Benfica e ao seu treinador.

PS - Esta vitória deveria ser dedicada à imprensa desportiva que passou a semana a salientar os 29 golos do Benfica na pré-época, as derrotas parisienses do Porto e que transformou este jogo num jogo já ganho para o Benfica. No entanto, têm a memória curta e deveriam lembrar-se que é nestes momentos que o Dragão surge e com maior força. E se este Benfica dificilmente é parado, para Jorge Jesus, talvez seja bom começar a pensar em rever o que diz pois numa semana, foi parado duas vezes...