Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Bento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Bento. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de outubro de 2010

A Ressurreição de Portugal

Portugal de Paulo Bento passou nos testes e com distinção. Os exames não eram teoricamente complicados, longe disso, mas a verdade é que qualquer exame para Portugal, nos tempos que corriam, seria complicado.

No entanto, Paulo Bento, a meu ver, valorizou os seus jogadores e voltou-os a dar-lhes animo e, acima de tudo, orgulho por jogarem na nossa selecção. Vimos novamente jogadores a soarem a sua camisola, a abordarem cada lance como se fosse o último e, acima de tudo, a jogarem os melhores jogadores naquele momento.

É com grande felicidade e sentimento de justiça que vejo João Moutinho no onze. Para além de ser do Porto, a verdade é que ele tem sido um dos destaques deste início de temporada e, face à concorrência, é o jogador em melhor forma em Portugal, na zona intermediária do campo. O Porto deu-lhe dimensão, deu-lhe protagonismo e valorizou-o. Isto são excelentes notícias para o Porto e para a selecção.

Carlos Martins, outrora desprezado por Paulo Bento, foi convocado e titular. Apesar de não apreciar as suas características, a verdade é que estava em grande forma no Benfica e Paulo Bento não teve pejo em o convocar e dar-lhe a titularidade.

Finalmente, pôs Pepe no seu sítio; convocou João Pereira e deu-lhe o lado direito da defesa; convocou Ruben Micael como já merecia há algum tempo; teve a coragem de trazer Paulo Machado para a sua primeira convocatória. Enfim, um sem número de opções corajosas, coerentes e justificadas. Os primeiros sinais são positivos e a chama da esperança reacendeu-se novamente.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vieste cá buscar isso Paulo!!


"Há dois nomes que têm muita qualidade, mas vão ter de esperar algum tempo. O Nelson Oliveira (Paços de Ferreira, por empréstimo do Benfica) e outro que não tem jogado ainda com muita assiduidade, que é o Carlos Saleiro (Sporting). São dois jogadores para o futuro da Seleção", disse Paulo Bento.

O novel Seleccionador anda a ler-nos, anda anda!

domingo, 26 de setembro de 2010

A Selecção de todos nós


Agora que a Selecção Nacional volta a ter um timoneiro (não entremos já pelos recursos momentâneos ganhos por Carlos Queiroz) e depois de aqui já termos falado da escolha ter recaído em Paulo Bento, deixemos de lado quem menos conta mas quem mais influente é - a estrutura directiva, e centremo-nos nos jogadores que poderão levar-nos, como esperamos, ao Europeu da Ucrânia e da Polónia e a voltarmos a orgulhar-mo-nos da nossa Selecção. Sei que não serei unânime ao revelá-los, visto que o futebol é um fenómeno de emoções e passível de ser observado de vários ângulos, conforme os nossos gostos, os nossos critérios técnicos, realçando o que mais valorizamos no jogo jogado e na forma de o pensar e expressar, sobretudo falando de uma Selecção. Assim, num momento de transição e quando está na calha uma nova convocatória, a primeira com o cunho de Paulo Bento, cá vão os meus seleccionáveis.

Guarda-Redes
Beto (FCPorto)
Mário Felgueiras (Rio Ave)
Rui Patrício (Sporting)
Eduardo (Génova)

Sem nenhuma novidade, a não ser o facto de considerar o Mário Felgueiras como o jovem guarda-redes com mais condições de começar a fazer parte das escolhas.

Defesa-direito
Sílvio (Sporting de Braga)
João Pereira (Sporting)
Bosingwa (Chelsea)

Regressando da lesão, o Bosingwa tem todas as condições de retomar a titularidade, devendo o Sílvio manter-se nestas escolhas, entrando o João Pereira nas convocatórias às quais já se falou uma série de vezes ter condições de nelas figurar.

Defesa-central
Rolando (FCPorto)
Daniel Carriço (Sporting)
Nuno André Coelho (Sporting)
Pepe (Real Madrid)
Ricardo Carvalho (Real Madrid)
Bruno Alves (Zenit)

Aos quatro habituais centrais da Selecção, junte-se-lhes os jovens sportinguistas Daniel Carriço e Nuno André Coelho, presenças habituais em todas as nossas jovens selecções.

Defesa-esquerdo
Fábio Coentrão (Benfica)
Emídio Rafael (FCPorto)
Evaldo (Sporting)

Coentrão é já uma referência; o Evaldo bem que lhe pode começar a fazer companhia e o Emídio Rafael, jogando, pode muito bem ser opção, pois a época passada na Académica não foi inferior à do Sílvio no Rio Ave.

Médio-defensivo
Nuno Coelho (Académica)
Bruno China (Rio Ave)
Pelé (Eskisehirspor)

À Selecção tem faltado um trinco na verdadeira acepção futebolística do termo. Pepe foi opção de Queiroz mas deve, como aqui se referiu há uns dias, jogar a central ao lado do companheiro de toda a semana, Ricardo Carvalho. Assim, considero o Bruno China uma boa opção para o lugar, pelo que fez de muito bom no Leixões e pelo que não tardará a fazer no Rio Ave; tal como os jovens Nuno Coelho e Pelé, jogadores com historial nestas funções nas selecções jovens.

Médio-centro
Carlos Martins (Benfica)
Ruben Amorim (Benfica)
João Moutinho (FCPorto)
Ruben Micael (FCPorto)
Hugo Viana (Sporting de Braga)
Pedro Mendes (Sporting)
Rui Miguel (Vitória de Guimarães)
Tiago (Atlético de Madrid)
Manuel Fernandes (Valência)
Raul Meireles (Liverpool)
Miguel Veloso (Génova)
Paulo Machado (Toulouse)

Doze escolhas para dois lugares. Ruben Amorim, João Moutinho, Pedro Mendes, Tiago, Manuel Fernandes, Raul Meireles e Miguel Veloso são clientes habituais da Selecção. A estes podem juntar-se o Carlos Martins do Benfica, criativo, voluntarioso e consistentemente disponível; o Ruben Micael, pela magia e assertividade do seu futebol; o Hugo Viana, pela técnica e jogo posicional; o Rui Miguel, por ser ainda jovem mas com valor, sobretudo na parte mais ofensiva; bem como o Paulo Machado, por ter direito a uma oportunidade de confirmar tudo o que de bom fez, durante tantos anos, nas selecções mais jovens.

Avançado
Diogo Valente (Académica)
Silvestre Varela (FCPorto)
Yannick (Sporting)
Hélder Postiga (Sporting)
Nani (Manchester United)
Danny (Zenit)
Vieirinha (PAOK)
Quaresma (Besiktas)

Extremos ou atrás do ponta-de-lança. Uns mais habituais, como o Nani, o Danny e o Quaresma, outros com muito talento, como o Postiga, ainda que raramente o coloque em campo, e outros com futuro, depois de um passado nos escalões de formação com as quinas ao peito.

Ponta-de-lança
Nelson Oliveira (Paços de Ferreira)
João Tomás (Rio Ave)
Liedson (Sporting)
Hugo Almeida (Werder Bremen)

Hugo Almeida e Liedson têm sido as opções das últimas convocatórias. A ambos, juntaria o 8 e o 80: o experientíssimo João Tomás, que com os seus 35 anos se mantém mortífero, e contra equipas nórdicas é de uma utilidade extrema; e o Nelson Oliveira, pois vejo-lhes condições, desde que jogue e se assuma no Paços, para saltar dos Sub-19 para a Selecção AA, sem passar pelos Sub-21, dado o seu talento e capacidade.

É uma opinião, nada mais. Um ensaio, um esboço do presente e futuro do nosso futebol, vislumbre para além dos seis jogos que nos levarão ou não ao Europeu de 2012. Pois há que preparar a próxima década, estruturando muito bem a nossa formação, dando-lhe equilíbrio e espaço para crescer e brilhar. E, a meu ver, sem Ronaldo. É impossível e não se concretizará, mas gostava de ver esta equipa sem o capitão que não o sabe ser e sem a vedeta que a nada nos levou, a não ser à polémica e à cegueira em termos de avaliação do trabalho desenvolvido, num autismo bem longe da verdade e, sobretudo, das nossas necessidades. Ao fim e ao cabo, era só ver a Selecção dos jogos amigáveis, aos quais Ronaldo nunca vem, jogar os jogos oficiais, nos quais Ronaldo mais falha, atrapalha e destabiliza do que decide.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A melhor solução possível

Rei morto, rei posto. Carlos Queiroz sai, entra Paulo Bento. Na minha opinião, é uma boa solução, conciliando a vertente desportiva e económica, para a selecção. Mas esta é apenas a mudança mais fácil de fazer. Convém agora ao senhor que está ao seu lado na fotografia abandonar a federação e levar os seus amigos com ele para jogar golfe até o resto das vidas deles.

Paulo Bento é um treinador novo, sem muito palmarés, é verdade, mas parece-me capaz, com algumas provas dadas e com a seriedade e honestidade necessária para esta altura. Mais do que um treinador fantástico na estratégia, acho que a selecção precisa de um treinador com coragem, para transformar a selecção e tomar decisões difíceis.

Algo que aprecio no Paulo Bento foi a coragem que ele sempre demonstrou no Sporting. Num balneário marcado por alguns vedetismos esporádicos, Paulo Bento marcou sempre a sua posição de líder e mostrou quem mandava. Lembro-me de alguns casos com a vedeta mor leonina, Liedson. E creio que esta coragem é necessária à nossa selecção. É necessário dar puxões de orelhas ao Ronaldo e às outras pseudo-vedetas que temos. E isso, acho que o Paulo Bento pode fazer. No entanto, é bem mais difícil porque na selecção, os patrocínios e afins têm os seus lobbies (e são muito fortes).

Quanto à falta de experiência e palmarés, acho que isso é secundário face à competência de um treinador. Lembro-me de Mourinho, Guardiola e...André Villas-Boas! O Paulo Bento já ganhou algumas competições e, para a realidade do Sporting, cumpriu sempre com as expectativas. Lembro-me que ele nunca teve o luxo de poder gastar 5 a 6M num Pongolle para o dispensar 6 meses depois. E sem ovos, as omoletas do Sporting nem eram muito más! Se a especialidade do Paulo Bento é ficar em 2º lugar, isso é q.b. para a nossa selecção agora. Mas acho que ele vai conseguir motivar os jogadores e fazê-los dar a volta por cima.

Se Aragonés tem maior palmarés e podia ser a solução que muitos queriam, o Paulo Bento contrapõe com um maior e melhor conhecimento do futebol Português e dos seus bastidores.

E o que deve fazer o Paulo Bento agora? Para mim, um seleccionador mais do que um treinador, tem de ser excelente a convocar e a motivar. Depois, tem de aproveitar o que é feito nos clubes e utilizar na selecção. Aquilo que a Espanha é e a sua forma de jogar, deve-o ao Barça. Assim, também Paulo Bento deveria aproveitar as sinergias existentes nos clubes. Por exemplo, Pepe e Ricardo Carvalho jogam juntos no clube. Porque não usar isso na selecção? Moutinho, Meireles e Ruben Micael passaram pelo mesmo clube. Porque não apostar neles? Carlos Martins e Amorim também jogam juntos...Enfim, passa por aproveitar o entrosamento ganho nos clubes.

Agora é tempo de irmos tirar o pó às nossas calculadoras e fazer as contas que todos nós gostamos tanto de fazer. Acho que os Portugueses devem apoiar a selecção. Mas antes, e como Paulo Bento disse, a selecção precisa de dar motivos aos Portugueses para confiar neles. Próximos jogos mostrarão se estamos no caminho certo.

Oxalá que sim!