Mourinho nasceu para criar ruptura. Mourinho nasceu para mudar (para melhor). Mourinho nasceu para vencer. Dotado de uma personalidade única, que atrai a si tantos ódios e tantos amores, é o treinador do momento.
Se na época passada, o Barcelona ficou conhecido pelo seu futebol brilhante e a conquista de todos os troféus, este Inter fica conhecido pelo seu futebol pragmático e a conquista da tripleta: campeão, taça de Itália e a Champions.
Este sábado foi o corolário deste Inter. Se Van Gaal prometia futebol de ataque, o Inter prometeu e concretizou um futebol pragmático, de equilibrio e o necessário para ganhar. Num jogo vivo mas pouco interessante, o Inter soube gerir da melhor forma os melhores valores individuais que possui, de uma forma geral. O Bayern fez o possível, tendo Robben a remar contra a maré, mas Diego Milito corou a sua magnífica época com dois golos que o irão imortalizar na história do futebol do Inter e mundial.
Uma equipa que soube reforçar-se bem ao longo do ano (Lúcio, Sneijder, Eto'o, Milito e Pandev), que perdeu a sua grande estrela (Zlatan), e partia como outsider para a Champions, soube ir relembrando o mundo do futebol da sua existência ao longo de cada eliminatória. Talvez o mundo só tenha acordado quando o Barcelona foi eliminado (de forma ultra hiper mega defensiva), mas no caminho já tinha ficado o Chelsea.
Sem surpresa, todos os jogadores atribuem como principal responsável o seu treinador. E de outra forma não poderia deixar de ser. Este é um treinador que assume sobre ele todos os holofotes, tanto os positivos como negativos. A grande verdade é que Mourinho compra guerras e faz pazes ao longo de toda a época, sendo raro falar-se realmente da equipa dele. Enquanto ele é capa de jornal, a equipa é preparada para ganhar semanalmente, da forma possível. E esta é uma grande diferença.
Mourinho vai sair do Inter e vai ser o novo galáctico de Madrid. Após triunfar no Porto, Chelsea e Inter, chegará a vez de Espanha? Fazem-se apostas.

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