
Agora que a Selecção Nacional volta a ter um timoneiro (não entremos já pelos recursos momentâneos ganhos por Carlos Queiroz) e depois de aqui já termos falado da escolha ter recaído em Paulo Bento, deixemos de lado quem menos conta mas quem mais influente é - a estrutura directiva, e centremo-nos nos jogadores que poderão levar-nos, como esperamos, ao Europeu da Ucrânia e da Polónia e a voltarmos a orgulhar-mo-nos da nossa Selecção. Sei que não serei unânime ao revelá-los, visto que o futebol é um fenómeno de emoções e passível de ser observado de vários ângulos, conforme os nossos gostos, os nossos critérios técnicos, realçando o que mais valorizamos no jogo jogado e na forma de o pensar e expressar, sobretudo falando de uma Selecção. Assim, num momento de transição e quando está na calha uma nova convocatória, a primeira com o cunho de Paulo Bento, cá vão os meus seleccionáveis.
Guarda-Redes
Beto (FCPorto)
Mário Felgueiras (Rio Ave)
Rui Patrício (Sporting)
Eduardo (Génova)
Sem nenhuma novidade, a não ser o facto de considerar o Mário Felgueiras como o jovem guarda-redes com mais condições de começar a fazer parte das escolhas.
Defesa-direito
Sílvio (Sporting de Braga)
João Pereira (Sporting)
Bosingwa (Chelsea)
Regressando da lesão, o Bosingwa tem todas as condições de retomar a titularidade, devendo o Sílvio manter-se nestas escolhas, entrando o João Pereira nas convocatórias às quais já se falou uma série de vezes ter condições de nelas figurar.
Defesa-central
Rolando (FCPorto)
Daniel Carriço (Sporting)
Nuno André Coelho (Sporting)
Pepe (Real Madrid)
Ricardo Carvalho (Real Madrid)
Bruno Alves (Zenit)
Aos quatro habituais centrais da Selecção, junte-se-lhes os jovens sportinguistas Daniel Carriço e Nuno André Coelho, presenças habituais em todas as nossas jovens selecções.
Defesa-esquerdo
Fábio Coentrão (Benfica)
Emídio Rafael (FCPorto)
Evaldo (Sporting)
Coentrão é já uma referência; o Evaldo bem que lhe pode começar a fazer companhia e o Emídio Rafael, jogando, pode muito bem ser opção, pois a época passada na Académica não foi inferior à do Sílvio no Rio Ave.
Médio-defensivo
Nuno Coelho (Académica)
Bruno China (Rio Ave)
Pelé (Eskisehirspor)
À Selecção tem faltado um trinco na verdadeira acepção futebolística do termo. Pepe foi opção de Queiroz mas deve, como aqui se referiu há uns dias, jogar a central ao lado do companheiro de toda a semana, Ricardo Carvalho. Assim, considero o Bruno China uma boa opção para o lugar, pelo que fez de muito bom no Leixões e pelo que não tardará a fazer no Rio Ave; tal como os jovens Nuno Coelho e Pelé, jogadores com historial nestas funções nas selecções jovens.
Médio-centro
Carlos Martins (Benfica)
Ruben Amorim (Benfica)
João Moutinho (FCPorto)
Ruben Micael (FCPorto)
Hugo Viana (Sporting de Braga)
Pedro Mendes (Sporting)
Rui Miguel (Vitória de Guimarães)
Tiago (Atlético de Madrid)
Manuel Fernandes (Valência)
Raul Meireles (Liverpool)
Miguel Veloso (Génova)
Paulo Machado (Toulouse)
Doze escolhas para dois lugares. Ruben Amorim, João Moutinho, Pedro Mendes, Tiago, Manuel Fernandes, Raul Meireles e Miguel Veloso são clientes habituais da Selecção. A estes podem juntar-se o Carlos Martins do Benfica, criativo, voluntarioso e consistentemente disponível; o Ruben Micael, pela magia e assertividade do seu futebol; o Hugo Viana, pela técnica e jogo posicional; o Rui Miguel, por ser ainda jovem mas com valor, sobretudo na parte mais ofensiva; bem como o Paulo Machado, por ter direito a uma oportunidade de confirmar tudo o que de bom fez, durante tantos anos, nas selecções mais jovens.
Avançado
Diogo Valente (Académica)
Silvestre Varela (FCPorto)
Yannick (Sporting)
Hélder Postiga (Sporting)
Nani (Manchester United)
Danny (Zenit)
Vieirinha (PAOK)
Quaresma (Besiktas)
Extremos ou atrás do ponta-de-lança. Uns mais habituais, como o Nani, o Danny e o Quaresma, outros com muito talento, como o Postiga, ainda que raramente o coloque em campo, e outros com futuro, depois de um passado nos escalões de formação com as quinas ao peito.
Ponta-de-lança
Nelson Oliveira (Paços de Ferreira)
João Tomás (Rio Ave)
Liedson (Sporting)
Hugo Almeida (Werder Bremen)
Hugo Almeida e Liedson têm sido as opções das últimas convocatórias. A ambos, juntaria o 8 e o 80: o experientíssimo João Tomás, que com os seus 35 anos se mantém mortífero, e contra equipas nórdicas é de uma utilidade extrema; e o Nelson Oliveira, pois vejo-lhes condições, desde que jogue e se assuma no Paços, para saltar dos Sub-19 para a Selecção AA, sem passar pelos Sub-21, dado o seu talento e capacidade.
É uma opinião, nada mais. Um ensaio, um esboço do presente e futuro do nosso futebol, vislumbre para além dos seis jogos que nos levarão ou não ao Europeu de 2012. Pois há que preparar a próxima década, estruturando muito bem a nossa formação, dando-lhe equilíbrio e espaço para crescer e brilhar. E, a meu ver, sem Ronaldo. É impossível e não se concretizará, mas gostava de ver esta equipa sem o capitão que não o sabe ser e sem a vedeta que a nada nos levou, a não ser à polémica e à cegueira em termos de avaliação do trabalho desenvolvido, num autismo bem longe da verdade e, sobretudo, das nossas necessidades. Ao fim e ao cabo, era só ver a Selecção dos jogos amigáveis, aos quais Ronaldo nunca vem, jogar os jogos oficiais, nos quais Ronaldo mais falha, atrapalha e destabiliza do que decide.
tirando um ou outro jogador que, provavelmente, está sem ritmo (como o senhor josé bosingwa, ou o rafa), só alterava uma coisa:
ResponderEliminareu convocava o reinaldo, mas para o deixar no banco o tempo todo, fosse qual fosse o resultado.